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'Nos guiamos pelo cheiro dos corpos', relata brigadista em Brumadinho

Em algumas residências sobraram sinais da felicidade por ali. Brinquedos de crianças largados no sofá. Na pia, louça suja de um almoço feito dois dias atrás.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
28/01/19 às 10h10

As buscas são incessantes e a esperança de encontrar sobreviventes em meio a toda lama ainda permanece, sob o olhar atento dos brigadistas e através do cheiro dos corpos humanos ou do que restou deles as buscas não param em Brumadinho. 

Em meio a todos os destroços a equipe de brigadistas, utiliza de galhos e pedaços de madeira para lançar sobre o barro mole. Caminhar sobre a lama, dois três dias após a tragédia ainda é uma tarefa díficil, um passo em falso e você afunda até as canelas, ficando imóvel e sem conseguir sair do local.

A equipe alerta que o limite para salvamento é de cinco a seis metros de lama adentro, mas do que isso o risco de não conseguir voltar é grande.

“Procuramos sobreviventes, sempre. Mas aqui, a verdade é que estamos nos guiando pelo cheiro dos corpos ou pelo o que conseguimos ver.”

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Durante as buscas e andando sobre as madeiras, os brigadistas chegam ao que seria um corpo, e com luvas recolhem o orgão de alguém, que se torna díficil de reconhecer o que poderia ser, devido todo barro que o cobre.  As partes são depósitas em uma manta térmica no chão. 

O socorro, ainda conta com o auxílio de ambulâncias, e em áreas mais remotas o trabalho é apoiado pelo helicópteros, que não param de cruzar o céu.

No meio da mata é possivel visualizar mais mantas no chão, que ficam no aguardo para serem recolhidas.

Sítios e chácaras que não foram inundados estão vazios, com as portas trancadas. A polícia ronda a região, por causa de saques que ocorreram em algumas áreas.

Em algumas residências sobraram sinais da felicidade por ali. Brinquedos de crianças largados no sofá. Na pia, louça suja de um almoço feito dois dias atrás. Na varanda, uma casinha de madeira para as crianças com vista para o que era o córrego. Não há mais vista. Nem crianças.

*As informações são do Estadão

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