Os moradores das ruas Angelo Melão, Boiadeira e Urias Ribeiro, ruas que dão acesso ao residencial Montanini, sofrem de um mal crônico. Carros e casas devem ser lavados todos os dias. A quantidade de areia vermelha que paira sobre os móveis é muito grande, pois as ruas dos bairros não são asfaltadas.
Segundo Paulo César Pereira, um dos moradores do condomínio Eco Ville 2, que fica nas proximidades, a rua que passa na lateral, na verdade, é uma estrada vicinal. “Quem tem casa na beira do muro do condomínio como eu tem a impressão que tem alguém jogando a areia com pá, não é uma poeira normal, não estamos aguentando mais”.
Nossa equipe conversou com exclusividade com o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro (PSDB), que nos apresentou o projeto para esta área. Em 2020 a rua que dá acesso ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Angelo Melão, foi pavimentada e drenada e agora um novo projeto está sendo implantado para a região.
“As pessoas falam muito em pavimentação, porém se esquecem do que vem antes: a drenagem. Todos estes locais necessitam de drenagem por conta da quantidade de água que desce daquelas vias. Nós já estamos com uma tratativa com os proprietários próximos da primeira lagoa, pois precisamos trazer a drenagem até ela”, comentou o Prefeito.
Poeira excessiva no bairro Eco Ville 2 (Foto enviado por leitor do Hojemais)
De acordo com Guerreiro, após um estudo que a administração contratou se não agir com velocidade, nosso cartão postal pode desaparecer daqui quatro ou seis anos. Isso é um dos motivos para que seja realizado a drenagem.
“Com isso iremos trazer a água para alimentar nossa primeira lagoa. A região do Montanini era uma região voltada para a pecuária, toda a água alimentava nossa lagoa. Os bairros Jardim Dourados e Jardim das Paineiras na região abaixo da Avenida Filinto Muller também era responsável pela captação de água para o cartão postal.
Hoje estes bairros são todos pavimentados e drenados. Eles contam com um piscinão com sistema de bombeamento para a segunda lagoa, automaticamente esse sistema tira a água que ia para a primeira.
A administração está trabalhando junto com a Secretaria de Meio Ambiente que já se reuniu com os moradores da área da primeira lagoa. Muitos já afirmaram estar dispostos a cederem uma área de cinco metros ou mais para que ruas sejam abertas para a drenagem das águas fluviais e assim realizar a pavimentação dos bairros que hoje sofrem com a poeira excessiva.
“Nós queremos proporcionar uma qualidade de vida aos nossos três-lagoenses, porém precisamos da compreensão e colaboração destes proprietários para que nós, como poder público, possamos entrar em campo. A rua Angelo Melão com a rua Urias Ribeiro hoje é um grande entroncamento, só que não podemos fazer uma via com apenas seis metros de largura porque hoje elas formam um corredor que interliga o Condomínio Orestinho, Novo Oeste, Vila Verde, Chácara Imperial, Santa Luzia e Ipacaraí. Precisamos de uma área maior para garantir a segurança de ir e vir da população”, concluiu Guerreiro.