O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) funciona 24 horas por dia e conta com a colaboração de médicos, técnicos enfermeiros e socorristas. Esses profissionais atendem as ocorrências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental.
Em entrevista ao Hojemais, a doutora Josefa Tenita Cruz, coordenadora dos médicos do SAMU em Três Lagoas, falou, entre outros assuntos, sobre o serviço realizado pela organização.
A doutora trabalhou sete anos no SAMU de João Pessoa e está a três anos como coordenadora em Três Lagoas, ela afirma que o trabalho no município é um desafio. “Aqui é desafio, muita responsabilidade. Tem que ter a sensibilidade durante o atendimento, e tem que falar uma linguagem fácil que a população entenda e consiga expressar o que ela está sentindo para poder ajudar”, diz.
Para ela todo três-lagoense pode ser ‘samuzeiro’, a partir do momento em que uma pessoa ajuda a socorrer, leva o vizinho ao médico, aciona o atendimento ou faz os primeiros socorros está colaborando e salvando a vida de um cidadão. “Todos admiram o SAMU e cada cidadão de Três Lagoas pode ser samuzeiro, quando está cuidando de outro que não tem condição está salvando uma vida”, afirma.
Mesmo com o medo e a impaciência da população, a coordenadora destaca que as informações iniciais solicitadas durante uma chamada de emergência, são extremamente importantes. “Passar a situação da vítima são importantes e ajuda no primeiro atendimento. A equipe já sai preparada para o que vier e as pessoas precisam compreender”, pontua.
Apesar desses casos de desespero, o que mais chama a atenção de Josefa como médica reguladora, é a humildade e calma de algumas pessoas. “Ligaram e pediram para falar com a medica para pedir orientação. Quando atendi a pessoa estava enfartando. A pessoa não tinha noção da dor precordial, estava calma. Em contrapartida há quem ligue em desespero com uma febre, e quando vamos ver não é nada do serviço de urgência”, conta.
A sensação em todas as chamadas é a mesma, o nervosismo também faz parte do dia a dia dos médicos e socorristas. “A urgência e emergência é igual em toda parte, o coração acelera quando o telefone toca, porque sentimos na pele a angústia do paciente”, diz.
Apesar de toda a preparação, alguns atendimentos marcam a vida dos profissionais do SAMU, o médico Wadih Assunção Vilela relembra o caso mais marcante. “O atendimento que me marcou, foi de uma senhora que o marido atirou nela em uma briga na casa e quem pediu socorro foi a filha. Chegamos lá e estava a menina com a irmã bem pequena. Foi muito triste, isso mexe com o emocional porque não somos de ferros. ”, comenta.
Conscientização
A prioridade para a coordenadoria geral do SAMU é conscientizar toda a população, quanto ao serviço de urgência e emergência. Através de palestras e convidando a quem tem interesse ir conhecer o SAMU e verificar como é feito o serviço.
"Abrimos para as escolas que solicitarem visita técnica, para que os alunos possam conhecer e a população também. Considero muito importante a população acreditar e se atentar para qualquer serviço do Samu e para o que ele serve, temos ainda diversos projetos para o ano de 2018", pontua o coordenador-geral do SAMU, André Dourado.