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Dias contados: Pesca profissional pode estar perto do fim em Três Lagoas

A colônia Z3, localizada no bairro Jupiá, já contou com 1.200 pescadores, e atualmente conta apenas 280 profissionais

Aurora Villaba - Hojemais Três Lagoas
03/11/19 às 07h15
Foto: Rio Paraná- Albecyr Pedro

A velha tradição em que o pai pescador profissional teriam seus filhos trabalhando ao seu lado, e que após a sua morte, assumiriam o seu legado pode estar com os dias contados em Três Lagoas.

A colônia Z3, localizada no bairro Jupiá, às margens do rio Paraná, já contou com 1.200 pescadores. Atualmente, conta apenas 280 profissionais.

Reeleito este ano para mais um mandato à frente da Colônia Z3 localizada no bairro Jupiá, Antônio de Souza Farias, o Cobra Choca, revelou ao Hojemais algumas das inúmeras situações que estão levando os pescadores profissionais a desistirem da profissão e não incentivarem os filhos a se tornarem também pescadores.

Antônio de Souza Farias, o Cobra Choca- Foto: Aurora Villalba

De acordo com Cobra, muitos pescadores da Colônia Z3 se aposentaram e consecutivamente se afastaram do trabalho de base.

Outro motivo para o registro da drástica diminuição no número de pescadores na cidade é a escassez do peixe que aumenta a cada dia; a inconstância no que tange a renda família, que oscila muito e a busca filhos dos antigos pescadores pelos estudos, que lhes proporcionam, certamente uma profissão mais rentável e segura.

Quanto ao início do período da piracema em Três Lagoas que teve início no dia 1 de novembro, Antônio de Souza Farias comentou que é uma fase importante para a reprodução dos peixes e renovação dos estoques pesqueiros.

Destacou também que os pescadores ligados a Colônia Z3 tem conhecimento da proibição da pesca e que procuram respeitar a lei. Em relação ao seguro-defeso, um auxílio financeiro que equivale a um salário mínimo, o presidente da Colônia Z3, disse serve como renda no período em que a pesca é proibida, de novembro a janeiro. Farias, comentou que os pescadores do município dependem do seguro-defeso ao longo do período, que ele é imprescindível para a categoria.

Informou que em 2018, cerca de 250 pescadores foram cadastrados para receber o auxílio, e destes, aproximadamente 4 trabalhadores não receberam ainda e estão aguardando o pagamento por parte da Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão responsável pela liberação do pagamento do seguro defeso.

Antônio de Souza Farias, informou que no dia 12 de novembro que o mesmo irá participar de um treinamento técnico oferecido pela Confederação Nacional e uma equipe do Instituto Nacional de Seguridade Social INSS em Campo Grande a convite do presidente da Federação dos Pescadores de MS, Pedro da Silva para obtenção de informações das novas regras objetivando que as colônias de pescadores assumam novamente a responsabilidade no eu concerne ao cadastro do seguro-defeso em MS e em todo o país.

No ano anterior o cadastramento foi realizado pelo INSS, que teria desagrado e as entidades representativas, bem como os pescadores profissionais de todo o Estado.

Cerca de 4.600 pescadores deverão receber o seguro-defeso no MS. Na bacia do rio Paraná qual o município Três Lagoas receberão o auxílio aproximadamente 2.800 pescadores.

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