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Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico

Novo modelo permite números com letras e amplia a capacidade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas
31/07/26 às 14h57
Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico (Foto: Reprodução)

A Receita Federal informou que o primeiro CNPJ alfanumérico do Brasil foi gerado nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026 , seguindo o cronograma estabelecido para a implantação do novo modelo de identificação cadastral.

A primeira inscrição emitida no novo formato pertence a uma filial do Banco do Brasil S.A. e está registrada sob o número 00.000.000/E08G-12 .

A mudança tem como objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no longo prazo. O novo padrão amplia de forma significativa a capacidade de criação de inscrições e prepara o cadastro para acompanhar o crescimento da atividade econômica e as transformações decorrentes da Reforma Tributária do Consumo .

Durante a implementação, a Receita Federal fará o acompanhamento e o monitoramento contínuo do novo modelo. A atenção estará voltada especialmente ao desempenho dos sistemas e à integração adequada com ambientes internos e externos que utilizam o CNPJ como identificador.

O que muda para as empresas

A adoção do CNPJ alfanumérico não modifica os direitos, as obrigações ou a situação cadastral das pessoas jurídicas que já existem .

Os CNPJs emitidos anteriormente continuam válidos e não precisam ser trocados.

A alteração será aplicada às novas inscrições , que poderão passar a receber identificações formadas por letras e números. A mudança amplia a capacidade do cadastro nacional e garante disponibilidade de novos registros para as próximas décadas.

Mesmo após o início da implantação, novos CNPJs emitidos a partir desta sexta-feira ainda poderão apresentar somente caracteres numéricos. Isso ocorre porque o limite de combinações possíveis utilizando apenas números ainda não foi alcançado.

Empresas devem preparar sistemas para novo CNPJ

A mudança exige atenção de empresas, órgãos públicos, instituições financeiras, desenvolvedores de software e demais organizações que utilizam o CNPJ em seus processos.

Esses sistemas precisam estar preparados para receber, armazenar, validar e processar códigos alfanuméricos .

Entre os pontos que devem ser revisados estão:

  • Cadastros de clientes, fornecedores e parceiros;
  • Sistemas de emissão e recebimento de documentos fiscais;
  • ERPs, softwares contábeis e sistemas de faturamento;
  • Aplicações utilizadas para controle de acesso e cadastro;
  • Integrações entre sistemas e bases de dados;
  • Regras de validação que atualmente permitem somente caracteres numéricos.

A falta de adaptação pode provocar problemas nos sistemas empresariais utilizados para cadastrar novas empresas, além de falhas em integrações e rejeições em processos que dependem do CNPJ como identificador.

Transição para o CNPJ alfanumérico

A Receita Federal vem atuando em conjunto com órgãos públicos, entidades representativas e fornecedores de tecnologia para viabilizar a transição para o novo modelo.

O início efetivo do uso do padrão alfanumérico reforça a necessidade de que os ambientes tecnológicos que utilizam o CNPJ concluam suas adequações e realizem os testes de compatibilidade.

A emissão dos novos CNPJs alfanuméricos será feita gradualmente ao longo de 2026 , com poucas empresas previstas para receber esse formato durante a fase inicial de implantação.

A Receita Federal continuará monitorando a implementação para assegurar a estabilidade, a segurança e o funcionamento adequado do novo modelo em todo o ecossistema tributário e empresarial brasileiro.

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