Em um depoimento emocionante, a mãe três-lagoense Raquel Mendonça, publicou um texto sobre a sua luta e da sua recém-nascida diagnosticada com um tumor na cabeça.
Durante o parto Raquel teve uma pré-eclâmpsia, tendo que fazer uma cesárea de emergência. Pétra, nasceu com 37 semanas no dia 13 de dezembro de 2017 no Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas, pesando 2,460kg e medindo 48 cm.
A mãe narra toda a história em terceira pessoa, como se Pétra estivesse contando os momentos de aflição e também agradecendo a Deus por ser um milagre vivo.
“Os médicos perceberam que havia algo errado comigo, porque minha cabecinha estava muito inchada do lado direito, avisaram meus pais e me levaram para verificar, mas que poderia apenas ser uma má formação. Eu tive uma convulsão no colo da minha mamãe no dia seguinte, rapidamente me levaram para fazer muitos exames”, conta.
Após os resultados dos exames, foi descoberto um tumor na cabeça da bebê. Como não há UTI Neonatal em Três Lagoas, mãe e filha foram encaminhadas para Campo Grande. Além dessa batalha travada, Raquel também sofreu um acidente no Hospital Regional da capital, a cadeira do hospital quebrou derrubando a mãe que estava com três dias de cesariana.
“Fomos transferidos para o 8º andar que é onde tratam de crianças com câncer ou investigação chamado CETOHI. Ficamos internadas por muitos dias para ter certeza do diagnóstico, fui picada várias vezes e estive em jejum por muitas horas, tiveram que repetir a biópsia da cabeça e fizeram uma medular que doeu muito”, narra.
Pétra foi diagnostica em seguida com infecção hospitalar, conforme Raquel, a dor da cesárea não era pior do que o medo de perde-la. Depois de tantos exames, a pequena foi diagnosticada com um tumor chamado Linfangioma, ela tem a audição prejudicada e não tem 100% dos movimentos da face do lado direito.
“A cada dia tenho provado que sou um milagre com meu desenvolvimento. O tumor tem que ser removido, mas só tenho quatro meses e preciso crescer mais. Para saber se tudo está bem na minha cabecinha tenho que fazer ressonâncias periodicamente, qualquer variação posso ter convulsões novamente. Hoje com quatro meses já estou quase me sentando, e já levanto minha cabecinha. Eu amo meus irmãozinhos Paulo e Felipe, eles ficam me distraindo, adoro as palhaçadas”, relata.
“Agradeço muito a Deus por cuidar de mim todos os dias e por capacitar meus pais, sou prova de milagre vivo. Obrigado mesmo papai do céu, por me deixar viver e me dar força e para o papai e para mamãe também. Sem o Senhor eu não estaria aqui para alegrar a vida de todos. Eu te amo, muito obrigada mesmo”, finaliza o depoimento.
Roubo
Enquanto Raquel estava em Campo Grande com a nenê em tratamento, teve todos os pertences roubados do seu apartamento no Condomínio Orestinho. Segundo ela, arrebentaram a porta, roubaram as roupas dos seus filhos, da nenê, itens de cozinha e chuveiro.
“Estou de favor em uma edícula da minha sogra que só tem um quarto porque não tenho condições de pagar aluguel. Não podemos voltar, nos ameaçaram porque chamamos a polícia e lá não pode chamar. Eu não estava passeando, era questão de saúde, fico muito revoltada porque lá no Orestinho, principalmente no meu condomínio Rubens Cunha, está uma terra sem lei”, diz.
“Não podemos vender, nem alugar e quem eu conheço para cuidar lá, não quer, já que a habitação concordou porque meu caso é a parte. O apartamento esta lá e não posso morar”, completa.
Rifa beneficente
Para arcar com as despesas de exames em caso de urgência, a mãe criou uma rifa beneficente, valendo um combo de churrasco e um pote de sorvete com casquinha e calda. Cada número custa R$10,00 e será sorteado pela Loteria Federal no dia 28 de abril.
Os interessados podem ligar ou chamar Raquel pelo WhatsApp: (67)99118-7503
Colaborou Danielle Brito