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Polícia Militar abre as portas para a equoterapia em Três Lagoas

Cerca de 600 crianças precisam do tratamento em Três Lagoas.

Ana Carolina Kozara e Aurora Vilalba - Hojemais Três Lagoas
24/08/19 às 10h27

Símbolo de força e velocidade, os cavalos estão transformando a vida de crianças e adolescentes com necessidades especiais em Três Lagoas através da prática da equoterapia. 

A causa foi abraçada pelo comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, Major Ênio de Souza, que disponibilizou um espaço para que os tratamentos sejam realizados e busca parceria com empresas de Três Lagoas para ampliar o atendimento às pessoas necessitadas. 

O projeto iniciou na sede do Batalhão há um ano e atende gratuitamente seis crianças especiais e dentro dos próximos dias outros sete pacientes iniciam as atividades. 

Os tratamentos são realizados pelo fisioterapeuta Carlos Eduardo Conti, credenciado pela Associação Nacional de Equoterapia (Ande Brasil). 

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O profissional explica que a pratica da terapia auxilia na melhora do equilíbrio e da postura, aprimora a circulação sanguínea, o desenvolvimento da coordenação motora, estimula a sensibilidade tátil, visual e auditiva, melhora os tônus muscular, facilita a integração social, auxilia no desenvolvimento da motricidade fina, estimula o funcionamento dos órgãos internos, além de aumentar a autoestima e a autoconfiança do paciente, estimulação do afeto, devido ao contato com um animal e promover a sensação de bem-estar.

Carlos conta que é possível realizar o atendimento de pacientes a partir dos 1 ano e 6 meses. As necessidades da criança são analisadas e um plano terapêutico é traçado para atender tais carências. 


Em entrevista ao Hojemais, Ênio contou que pode observar o desenvolvimento de diversas crianças e em apenas alguns meses viu pacientes que se arrastavam para se locomover começando a caminhar.

Carlos conta que uma das maiores dificuldades encontradas é o transporte dos animais, uma vez que Três Lagoas não conta com um local adequado para que os cavalos fiquem abrigados e, por isso, eles precisam ser transportados sempre que são utilizados para o tratamento. 


Atualmente, além dos pacientes atendidos gratuitamente, existem outros 15 que as famílias conseguem custear as despesas que também realizam o tratamento no batalhão. As aulas acontecem de quarta e quinta-feira, nos períodos da manhã e da tarde.

De acordo com Ênio, a intenção é aumentar o número de participantes. Atualmente existem 360 pessoas atendidas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae)  com Transtorno do Espectro Autista, mas se contabilizados aqueles que ainda não fazem parte da instituição por falta de vaga essa conta salta para aproximadamente 600.

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