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Praticantes de Airsoft ainda lutam por área em Três Lagoas

Segundo explica um dos pioneiros do esporte local - João Riccardo Lembrancini Oliveira Bonfim ao Hojemais, Três Lagoas têm dois locais apropriados para a prática Airsoft, contudo para utilizá-los, os esportistas dependem de uma assinatura por parte da prefeitura - o que já foi solicitado, pela equipe, e ainda aguardam resposta.

Hojemais de Três Lagoas - Albecyr Pedro
25/02/18 às 16h26
Praticantes do Airsoft lutam por uma área em Três Lagoas (Equipe Airsof Três Lagoas)

Segundo explica um dos pioneiros do esporte local - João Riccardo Lembrancini Oliveira Bonfim ao Hojemais, Três Lagoas têm dois locais apropriados para a prática Airsoft, contudo para utilizá-los, os esportistas dependem de uma assinatura por parte da prefeitura - o que já foi solicitado, pela equipe, e ainda aguardam resposta.

“O pedido para liberação da área foi solicitado ano passado, porém, ainda aguardamos uma resposta concreta por parte da prefeitura que, por sua vez, aguarda a manifestação do setor jurídico"- diz.

Um dos locais desejados pelos praticantes da modalidade, está localizado na região sentido Brasilândia - em um antigo alojamento que abrigava trabalhadores que construíram a primeira etapa da fábrica da Fibria, e outro na região as margens do Rio Paraná, utilizado como fábrica de cimento na construção da barragem de Jupiá.

Para ele, os dois locais seriam ideais, pois possuem cenários propícios para a prática da modalidade. 

De acordo com Riccardo, os locais estão abandonados, servindo apenas como pontos de encontros de usuários de drogas e que a equipe se compromete a zelar do local - além do que, aumentaria também o número de esportistas que atualmente conta com 70 participantes e outros 30 visitantes.

“Estes locais são ideais, pois possuem os cenários que buscamos. São cenários de ruínas - como se fosse um cenário de guerra. É um local que tem mato e construções em ruínas. Se a prefeitura liberar estes dois locais para nossa equipe, garanto que teríamos pelo menos mais 25 ou 30 pessoas a mais praticando o esporte” - destaca.

Como iniciou a equipe Black Sheep

Conforme relata o pioneiro no esporte, tudo começou há quatro anos, com quatro amigos; depois, foram chegando outras pessoas com interesse de praticar a atividade. A equipe de Três Lagoas denominada “Black Sheep” vem se reunindo aos domingos, sempre em uma área de Andradina e Ilha Solteira.

“Enquanto aguardamos a liberação dos locais em Três Lagoas, estamos tendo que praticar o esporte em outras regiões distantes”- disse Riccardo a nossa reportagem.

Para ele, muitos esportistas não têm condições de sair de Três Lagoas em pleno domingo para ir até Andradina ou Ilha Solteira ou outras regiões já que tem o custo com combustível - além de terem de acordar de madrugada - o que se torna praticamente inviável para muitos que trabalham durante a semana e querem descansar um pouco mais aos domingos.

“Para isto, a alternativa seria continuar tendo o campo onde praticam - em uma pedreira na cidade de Andradina - e ao menos uma em Três Lagoas” – relata.

Regras para participar da equipe

Para fazer parte da equipe, Riccardo disse que todos os integrantes foram criteriosamente e rigorosamente analisados; tiveram de apresentar uma série de documentações, como antecedentes criminais, entre outras, além das recomendações quanto ao uso dos armamentos e sobre as regras do jogo.

“Sempre que entram novos integrantes, passamos para eles tudo sobre a disciplina e respeito às regras” – disse.

Apoio da Polícia Militar

No intuito de demonstrar ainda mais a seriedade e o comprometimento do grupo, alguns membros foram ano passado a Polícia Militar de Três Lagoas e conversaram com o comandante James Magno que deu total apoio para que eles pudessem praticar a atividade com segurança.

Na ocasião, Riccardo revelou que a Instituição gostou do que foi falado sobre o esporte e que inclusive se interessou em também poder participar, tendo em vista as táticas militares que são postas em prática pela equipe.

“Mostramos ao comandante como funciona a atividade esportiva. Ele gostou muito e nos deu total apoio" – ressalta o esportista, que finaliza dizendo que a equipe realizou, inclusive um treinamento denominado "nivelamento".

Conforme narrou, naquela oportunidade, um profissional de São José do Rio Preto veio a  Andradina e ofereceu este tipo de treinamento, que trata de táticas militares de combate e de incursão em ambientes abertos e fechados.

"O esporte não é só uma diversão - é um treinamento. Quem participa sabe que nós ganhamos muita experiência de combate militar” - finaliza.

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