Em 2024, a Lei Seca, que tornou mais rigoroso o combate à direção sob o efeito de álcool no Brasil, completou 16 anos, na última quarta-feira (19). Esta legislação estabeleceu tolerância zero para motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas, classificando essa conduta como uma infração de trânsito gravíssima, sujeitando o infrator a multas e à suspensão do direito de dirigir por doze meses.
Em 2023, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou o menor número de acidentes de trânsito causados pela ingestão de álcool pelo condutor nos últimos cinco anos. Comparado a 2019, um ano pré-pandemia de Covid-19 quando a fiscalização presencial foi drasticamente restringida, houve uma redução de 33,6%. As estatísticas de mortes e feridos nesses acidentes também diminuíram no mesmo período.
A PRF, integrante do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), tem como uma de suas principais atribuições garantir a segurança viária, incluindo a fiscalização da alcoolemia nas rodovias federais e a orientação preventiva para que motoristas não dirijam sob o efeito de álcool.
Os índices positivos refletem o trabalho contínuo da PRF na prevenção de acidentes e na fiscalização rigorosa em todas as regiões do país. No ano passado, foram realizadas mais de cinquenta mil ações específicas para fiscalizar a conduta dos motoristas em relação ao consumo de álcool.
Apesar dos esforços da PRF para assegurar a segurança de condutores e passageiros, a responsabilidade e a consciência dos motoristas são fundamentais para um trânsito mais seguro. Portanto, a orientação é clara: motoristas não devem dirigir após consumir álcool e devem optar por formas alternativas de transporte sempre que ingerirem bebidas alcoólicas.
