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Protetoras: Quem são as heroínas anônimas?

Conheça o trabalho de quem se doa em troca do amor incondicional pelos animais 

Thais Dias  - Hojemais Três Lagoas
03/10/20 às 08h10
Algumas das heroínas que salvam a vida dos animais indefesos (Foto: Arquivo Pessoal)

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais sem um lar, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. De todos estes cachorrinhos abandonados, 14 milhões acabam em abrigos, sendo que 90% nunca encontrarão um dono para chamar de seu.

Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes 10% estão abandonados. Em cidades menores a situação não é muito diferente. Em muitos casos o número chega a 1/4 da população humana.

Segundo estudos do ITEC (Instituto Técnico de Educação e Controle Animal), o número de animais cresce junto com o da população humana, assim como os problemas relativos a esse aumento.

Isso mostra que o “fenômeno pet”, que inseriu cães e gatos no convívio familiar, não foi acompanhado por uma estrutura pública de prevenção ou que resolva o drama da superpopulação e do abandono, pois não são somente cãezinhos sem raça que vivem nas ruas. Muitos dos cachorros abandonados possuem alguma raça ou são mistura, tendo sido muitas vezes irresponsavelmente jogados na rua por terem vindo com “algum defeito” ou então por não poderem procriar mais, se tornando “inutilizáveis” para seus donos.

Estes são números realmente muito tristes, ainda mais se pensarmos que existem milhares de lares que poderiam ajudar a resolver o problema.

Tentando minimizar esta crise e, ao mesmo tempo, ajudar estes animais abandonados a encontrarem uma família onde possam dar e receber muito amor, estão os “protetores”. Pessoas que, quando passam pela rua e veem um animal encolhido, desnutrido ou ferido, não conseguem seguir em frente indiferentes à situação. Estes heróis do dia a dia recolhem os animais, levam a clínicas veterinárias, onde muitas vezes ficam por meses, tamanho o estrago com sua saúde, dão comida, banho e carinho, enquanto paralelamente correm atrás de voluntários que possam ajudar tanto financeiramente quanto na busca por um novo lar para estes bichinhos.

Este é o caso das Protetoras de Três Lagoas, um grupo de mulheres apaixonadas em animais que se reuniram e decidiram voluntariamente ajudar todos que estão em situação de maus tratos e abandono no município, há oito anos e no ano de 2017 veio a formalização legal, hoje a instituição tem um CNPJ, estatuto, regimento interno e atua conforme as atividades descritas na documentação, em especial no tratamento, conscientização e controle populacional de cães e gatos.

Mesmo sem um departamento estatístico, a tesoureira e advogada da APTL – Associação Protetoras de Três Lagoas, Vandressa M. Borges, afirma que uma estimativa de que direta e indiretamente ajudamos mais de 100 animais por ano, levando em consideração todo tipo de assistência que oferecemos. Este ano já pagamos mais de 50 mil reais para as clínicas, veterinários, casa de ração e farmácias.

A Associação é estritamente filantrópica, sobrevive de rifas, venda de alimento e eventos promovidos para levantar fundos, além de doações da população. Além disso hoje temos alguns associados que pagam em média R$ 25,00 reais por mês, e os membros da diretoria além de doar sua força de trabalho, pagam mensalidade e quando o caixa fica no vermelho na maioria das vezes arcam do próprio bolso o custeio das despesas da instituição.

“Hoje temos a diretora executiva com sete membros permanentes, a gestão é bienal que fica engajada em levantar fundos, gerir as redes sociais, fazer entrevistas e acompanhar os adotantes, e dar assistência aos voluntários, denúncias e etc, e mais nove membros voluntários rotativos que ficam com a responsabilidade de revezamento da manutenção dos animais nos lares temporários e etc”, disse Vandressa.

Os interessados em ser voluntários ou associados na causa, podem encaminhar o interesse pelo e-mail da instituição, protetorastl@gmail.com. A tesouraria irá encaminhar toda documentação para aqueles que desejam se associar. A cada dois anos conforme estatuto, a diretora é renovada e para fazer parte da diretoria da associação o voluntário deve ser associado mensalista há no mínimo um ano.

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