A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais sem um lar, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. De todos estes cachorrinhos abandonados, 14 milhões acabam em abrigos, sendo que 90% nunca encontrarão um dono para chamar de seu.
Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes 10% estão abandonados. Em cidades menores a situação não é muito diferente. Em muitos casos o número chega a 1/4 da população humana.
Segundo estudos do ITEC (Instituto Técnico de Educação e Controle Animal), o número de animais cresce junto com o da população humana, assim como os problemas relativos a esse aumento.
Isso mostra que o “fenômeno pet”, que inseriu cães e gatos no convívio familiar, não foi acompanhado por uma estrutura pública de prevenção ou que resolva o drama da superpopulação e do abandono, pois não são somente cãezinhos sem raça que vivem nas ruas. Muitos dos cachorros abandonados possuem alguma raça ou são mistura, tendo sido muitas vezes irresponsavelmente jogados na rua por terem vindo com “algum defeito” ou então por não poderem procriar mais, se tornando “inutilizáveis” para seus donos.
Estes são números realmente muito tristes, ainda mais se pensarmos que existem milhares de lares que poderiam ajudar a resolver o problema.
Tentando minimizar esta crise e, ao mesmo tempo, ajudar estes animais abandonados a encontrarem uma família onde possam dar e receber muito amor, estão os “protetores”. Pessoas que, quando passam pela rua e veem um animal encolhido, desnutrido ou ferido, não conseguem seguir em frente indiferentes à situação. Estes heróis do dia a dia recolhem os animais, levam a clínicas veterinárias, onde muitas vezes ficam por meses, tamanho o estrago com sua saúde, dão comida, banho e carinho, enquanto paralelamente correm atrás de voluntários que possam ajudar tanto financeiramente quanto na busca por um novo lar para estes bichinhos.
