AO VIVO
WebTV

Professores da AEMS explicam Reforma Tributária

Advogados detalharam impactos da Reforma Tributária, Split Payment e mudanças para empresas e consumidores

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas 
21/05/26 às 16h28
Foto: Paulo Renato e os professores Victor Druzian e Edgard Wegner (Hojemais Três Lagoas | Thais Constantino)

Na 2ª edição do Jornal Hojemais Três Lagoas, o programa recebeu os advogados e professores das Faculdades Integradas AEMS , Edgard Wegner e Victor Araújo Druzian, para uma entrevista especial sobre a Reforma Tributária e os impactos das novas regras para empresários, consumidores, municípios e governos.

Durante a conversa, os especialistas abordaram os principais pontos da reforma sobre o consumo, incluindo a criação do IVA Dual, o funcionamento do Split Payment, os impactos na precificação de produtos e os desafios de adaptação para empresas de todos os portes.

Reforma busca simplificar sistema tributário

Segundo o professor e advogado Edgard Wegner, a proposta da Reforma Tributária tem como principal objetivo simplificar o sistema tributário brasileiro, considerado um dos mais complexos do mundo.

“A reforma tributária vem inicialmente com uma proposta da gente conseguir ter uma simplificação no sistema tributário”, destacou Edgard Wegner.

Os professores explicaram que diversos tributos atuais serão substituídos por dois novos modelos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), formando o chamado IVA Dual.

Na prática, impostos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS passarão gradativamente por mudanças até a implementação definitiva do novo modelo tributário.

Mudanças vão impactar empresas e consumidores

Durante a entrevista, os especialistas alertaram que a reforma deverá alterar diretamente a forma de precificação de produtos e serviços no Brasil.

“Com a reforma tributária você vai ter que ter um trato um pouco mais apurado, principalmente na precificação dos produtos”, explicou Edgard Wegner.

O professor Victor Druzian destacou que o novo sistema prevê maior controle sobre créditos e débitos tributários, com acompanhamento mensal das operações empresariais.

“Nós teremos um sistema de créditos e débitos. O empresário vai apurar aquilo que vendeu e comprou para saber se terá valores a compensar ou recolher”, afirmou Victor Druzian.

Os entrevistados também ressaltaram que, apesar da simplificação prometida, a reforma não deve representar redução significativa da carga tributária no país.

“O que era esperado pela sociedade era uma redução na tributação. Mas a proposta principal é simplificar, não reduzir”, pontuou Edgard Wegner.

Split Payment deve mudar fluxo financeiro das empresas

Outro tema discutido durante a entrevista foi o Split Payment, mecanismo previsto na Reforma Tributária que permitirá a retenção automática de tributos no momento da transação financeira.

Segundo Victor Druzian, o sistema será implementado gradualmente e terá forte impacto no fluxo de caixa das empresas.

“No momento da liquidação financeira, a instituição financeira fará a comunicação automática com o Fisco para retenção dos tributos”, explicou o professor.

Com o novo modelo, os empresários deixarão de ter temporariamente em caixa os valores referentes aos impostos, já que o recolhimento será realizado automaticamente nas operações eletrônicas como PIX, cartão de crédito e débito.

Os especialistas acreditam que o mecanismo poderá reduzir a sonegação fiscal e aumentar o controle sobre a arrecadação tributária no Brasil.

Empresários devem buscar preparação e assessoria especializada

Durante a participação no Hojemais Três Lagoas, os professores reforçaram a importância de empresários buscarem orientação técnica e jurídica para enfrentar o período de transição da Reforma Tributária.

“O empresário precisa cuidar do fluxo de caixa e procurar profissionais qualificados para conseguir se adaptar a essa transição”, alertou Victor Druzian.

Edgard Wegner também destacou que a Reforma Tributária já começou oficialmente e que muitas empresas ainda não iniciaram os processos de adequação.

“Não dá para tratar como um problema futuro. É uma nova regra do jogo”, afirmou.

Os entrevistados ainda comentaram sobre os possíveis impactos da reforma para os municípios brasileiros, principalmente em relação à distribuição da arrecadação entre União, estados e cidades.

Segundo os professores, existe preocupação sobre como funcionará a divisão dos recursos arrecadados pelo IBS, que ficará sob gestão de um comitê gestor nacional.

 

Durante a entrevista, também foram discutidos temas como o “Imposto do Pecado”, criado para desestimular produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, além dos desafios tecnológicos que o novo sistema poderá enfrentar na prática.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM WEBTV
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.