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Queda do nível do Rio Paraná afeta a pesca profissional no Jupiá

O presidente lembra que desde que se mudou para o Jupiá, nunca viu uma seca igual a que a região está enfrentando.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
01/10/21 às 07h27
Presidente da Colônia de Pescadores Profissionais - Z3, Antônio de Souza Farias de 58 anos ( Reprodução)

A falta de chuva associada à baixa no nível do Rio Paraná na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo já está sendo considerada uma das piores da história. A mudança no rio já está prejudicando a vida dos pescadores profissionais, principalmente dos que vivem no Jupiá.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Profissionais - Z3, Antônio de Souza Farias de 58 anos, que pesca desde os 11 anos, a água do rio baixa e suja, isso está provocando a escassez de peixes.

“Além do nível do Rio Paraná, a sujeira também está afetando a classe pesqueira. Aqui quando armamos a rede e vamos recolher, só encontramos sujeira e lodo enroscado. Com esses problemas que estamos enfrentando, os pescadores estão contando com a ajuda dos filhos e parentes para não passar por dificuldades em suas casas, uma vez que não recebemos ajuda do Governo”, explicou Farias.

O presidente lembra que desde que se mudou para o Jupiá, nunca viu uma seca igual a que a região está enfrentando.

“Para se ter uma ideia, é a primeira vez que estamos passando por essa dificuldade com a falta de peixes e a seca do rio. Antigamente, a colônia contava com 750 associados, agora estamos com apenas 250 pescadores. Alguns se aposentaram, já os que ficaram estão abandonando a pescaria, e procurando outra alternativa, já que está difícil viver apenas da pesca”, contou o presidente da Colônia

Farias ressalta que antes era comum os filhos de pescadores seguirem o caminho dos pais, mas devido aos obstáculos que começaram a aparecer, eles estão seguindo para outra direção e não querem ter a mesma profissão que os genitores.

“Outro problema que acabou afetando nossa pesca, foi o frio intenso deste ano. Devido à baixa temperatura dos rios, algumas espécies como o Tucunaré e a Tilápia, que são peixes considerados de represa, acabaram morrendo. A classe pesqueira está vivendo seu pior momento, e tudo isso é muito triste para nós que dependemos tradicionalmente da pesca. Nossa sorte foi às cestas doadas a Colônia pela Suzano e que nos trouxe certo alivio. Nós não podemos perder as esperanças, precisamos cultivar a nossa fé e acreditar que dias melhores virão”, finalizou o presidente.

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