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“Ramo funerário requer sensibilidade e humanização no atendimento das famílias”, diz Gustavo Cardassi

Para revelar um pouco dos bastidores de uma Funerária, o enfrentamento de momentos difíceis e as nuances da vida e da morte, o Hojemais convidou Gustavo Cardassi, a terceira geração à frente da Funerária Cardassi.

Hojemais Três Lagoas - Bruna Taiski
26/04/18 às 07h00
Gustavo Cardassi (Albecyr Pedro)

Para revelar um pouco dos bastidores de uma Funerária, o enfrentamento de momentos difíceis e as nuances da vida e da morte, o Hojemais convidou Gustavo Cardassi, a terceira geração à frente da Funerária Cardassi.

A família Cardassi é conhecida por todos em Três Lagoas, mantém uma tradição na continuidade da empresa fundada por Vitório e Francisco Cardassi, que a iniciou em 1916.

A empresa deu os primeiros passos na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo, em 1968 a segunda geração assumiu com Marco Antônio, filho de Francisco. Já na 3ª geração, iniciada em 1998 a Funerária continua inovando, se modernizando, com os netos Guilherme, Gustavo e Marco Antônio. A Cardassi veio para Três Lagoas em 1970.

Com quarenta há cinquenta funerais por mês, Gustavo explica que apesar da curiosidade o ramo funerário é um serviço como outro qualquer, e que requer sensibilidade e humanização no atendimento das famílias.

“É um serviço que costumamos falar para os nossos funcionários para sempre colocar o coração a frente da razão, porque quem vem em uma funerária não vem porque quer, vem porque precisa, que é a pior hora da vida. As pessoas estão acostumadas a ir em clubes, mercados a trocar de carros, mas na funerária elas não estão acostumadas a ir”, conta.

O auxílio e solidariedade são itens principais para os clientes de uma funerária, segundo Gustavo é orientado que os funcionários tenham empatia ao atender.

“As famílias precisam principalmente que alguém auxilie, mais do que venda. Nesse momento o cliente não tem cabeça para pensar, ele precisa realmente de alguém que ajude naquela situação com dignidade. É isso que tratamos com nossos funcionários, a pessoa vem até aqui então se ponha no lugar dela. Sente, oferece uma água, explica como é feita a documentação, os lugares que precisa ir, se possível leve a pessoa até o local”, diz.

“O trabalho da funerária não é vender o caixão, é acolher a pessoa naquele momento e orientar para que esse momento difícil seja da forma mais leve possível”, completa.

Para trabalhar em uma funerária é necessário se especializar no curso de tanatopraxia - procedimento que consiste na preparação de um cadáver para o velório ou funeral – A tanatopraxia abre a possibilidade de fazer um velório em trinta dias. Os funcionários da Cardassi também fazem curso de aprimoramento em Botucatu -. 

“A pessoa que vem trabalhar em uma funerária precisa fazer um curso para aprender as preparações, necromaquiagem, tudo isso hoje se estuda. Os funcionários também fazem curso com médicos para apreender a fazer todo esse processo”, concluiu.

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