Desde o ano passado, a falta de chuva vem sendo um ponto de atenção, principalmente, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país que enfrenta a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Neste ano, o cenário de chuvas ainda não tem sido favorável, portanto, alternativas seguem em discussão, a fim de garantir que todos os consumidores continuem abastecidos corretamente.
A cena na parte baixa do Rio Paraná onde está localizada a Usina Hidrelétrica Jupiá deixou muitos moradores e pescadores das cidades de Três Lagoas e Castilho entristecidos, a baixa no nível do rio tem prejudicado a pesca, além do meio ambiente e a economia. O rio, segundo a organização Rio Paraná, está 10 metros abaixo do nível e milhares de peixes estão morrendo.
Um pescador que preferiu não se identificar disse que já viu o nível baixo, mas nesta situação é a primeira vez.
“É triste demais, ver um rio tão grande e cheio de vida, morrer desse jeito. E o pior, é que não podemos fazer nada, a não ser rezar para que a chuva volte para amenizar o problema”, disse o pescador.
As consequências dos reservatórios em níveis baixos têm sido acompanhadas diariamente pelos órgãos do setor e Governo, que possibilitam uma série de medidas. Até o momento, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), garantiu, em nota técnica, que as ações conduzidas pelo governo federal, através do acionamento de usinas termelétricas e a importação de insumos, são suficientes para abastecer o país neste ano, além de contar com o consumo consciente de todos.
Vale destacar que o ONS está tomando todas as medidas técnicas e operacionais cabíveis para manter a continuidade do atendimento ao consumidor de energia elétrica no Brasil, mesmo considerando a sensível situação hídrica que atualmente enfrentamos com o registro das afluências mais baixas dos últimos 91 anos no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Apesar de todas as medidas, a população ainda convive com o medo de racionamento de água e de energia.
CTG
Em contato com a CTG Brasil, a empresa informou que a Usina Jupiá está com defluência mínima flexibilizada em cumprimento à Portaria 524 do Ministério de Minas e Energia (MME). A medida ocorre em função da crise hídrica instalada no País, visando garantir a disponibilidade de água até o início da próxima estação chuvosa, em outubro deste ano.
A CTG Brasil por meio do Rio Paraná Energia vem acolhendo na sua integralidade as determinações recebidas e, no que lhe cabe, colaborando com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e demais instituições, e reitera seu compromisso com o meio ambiente, com as comunidades onde atua e o cumprimento das leis brasileiras. A empresa reforça, ainda, que a operação da Usina Jupiá é coordenada e definida pelo ONS tanto no que se refere à produção de energia quanto ao controle do nível dos reservatórios, destacando que a Usina Jupiá é uma usina tipo fio d´água e sua operação pode variar de 280,00 m a 279,00 m."
CESP
Na última quarta-feira, 25, a Cesp emitiu um comunicado sobre a nova determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Companhia Energética do Estado de São Paulo, informou que em continuidade ao atendimento da nova determinação, a vazão defluente da UHE Porto Primavera, que se encontra em 3500 m³/s no dia 23/08/2021, conforme diretriz emitida pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), será aumentada nesta terça-feira, 24/08/2021, para até 3.900 m³/s e na quarta-feira, 25/08/2021, para até 4.300 m³/s, sendo que a partir desta data a operação se dará entre as vazões de 3.900 e 4.300 m³/s.
Com esse novo cenário, de aumento na vazão defluente, a expectativa é que o nível do curso do rio à jusante da UHE Porto Primavera (medido na régua instalada logo abaixo da usina) aumente em até 15 cm no dia 24/08/2021 e até 19 cm adicionais no dia 25/08/2021.
A Companhia reforça o seu compromisso com a sociedade, trabalhando pautada no desenvolvimento sustentável e na preservação da biodiversidade nas regiões em que mantém operações. A CESP reitera a importância de suas premissas socioambientais e assegura cumprir rigorosamente as leis vigentes.
As imagens foram reproduzidas do Noroeste Rural e do Donnega Imagens .
