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Servidores Públicos ficam estarrecidos com contraproposta baixa para reajuste salarial

com colaboração de Aurora Vilalba - Iolanda Carvalheiro
15/05/18 às 14h21
(Aurora Vilalba)

Buscando reajuste salarial condizente e justo, os Servidores Públicos de Três Lagoas não aceitaram contraproposta municipal, que está muito baixo do percentual cogitado.

Antônio Carlos Modesto é servidor, e afirma em entrevista com o Hojemais, que o que foi proposto por parte deles foi um reajuste linear de 6.81%, tanto no salário de efetivos quanto no de comissionados, que seguem para o terceiro ano consecutivo sem o reajuste salarial, porém lhes foi oferecido pelo poder público apenas 0.2%.

“A contraproposta de 0.2% de reajuste no salário base é inaceitável, significa para quem recebe R$ 1.800 apenas R$ 3,60, esse valor não compra nem um espetinho”, falou.

Além do reajuste salarial, os servidores buscam reajuste nos valores recebidos em seus vale alimentação e refeição.

“Esses 6.81% foi o mesmo reajuste conferido aos trabalhadores da educação no início do ano. E pedimos este reajuste escalonado também, nos cartões de vale alimentação e refeição”, disse Modesto.

A proposta é ajustar até 2020 o cartão alimentação em R$ 250, e o vale refeição R$ 16. Hoje os servidores recebem R$ 180 no vale alimentação e R$ 12,50 no cartão refeição.

Mesmo que o poder executivo tenha aceitado proposta para 2018 em relação aos cartões vale, não foi contemplado reajuste escalonado.

“O que mais prejudica a gente é essa proposta de reajuste de apenas 0.2%, e ainda uma coisa mais inusitada é utilizar o ganho real de 2017, para descontar em 2018 apenas. Essa foi a primeira vez na história da administração que eu vejo uma proposta encaminhada desta forma”, comentou.

Isso significa que os 2.75% que os servidores conquistaram, entrou em discussão neste ano, e praticamente foi retirado.

“Isso deixou o servidor estarrecido! Se você olhar no site da prefeitura ou no Facebook, em todos os momentos o servidor está ali falando sobre as políticas públicas do município, e por isso ele deveria ter um outro tipo de reconhecimento e valorização, e ser chamado, valorizado, para que possa fazer junto com a administração um bom serviço, a bem da municipalidade.

Modesto complementa dizendo que amanhã, 16, às 9h terão outra rodada de negociação, e esperam que um outro cenário possa ser apresentado. E se nada for resolvido, não descartam a possibilidade de greve e paralisação.

“Estamos falando em torno de 2.500 servidores, muito mais que os trabalhadores da educação, tanto efetivos quanto contratados. Isso sem contar o seguinte, não há motivos para que a gente possa entender isso, porque o ano passado, nós tivemos no orçamento do município um superávit de 82 milhões, mesmo dando 7.64 de aumento, mesmo chamando servidores aprovados em concurso, mesmo contratando muito mais gente, ou seja ainda assim consegue fechar o ano com 82 milhões de superávit, e não existe uma explicação lógica para isso”, concluiu.

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