O sul-mato-grossense João Davi Charro, morador de Campo Grande, que procurava por um primo e que desapareceu logo após a explosão na região portuária de Beirute, no Líbano, conseguiu contato na manhã desta quarta-feira (5) com os parentes.
Segundo João, Basan, de 45 anos, foi até um hospital da capital libanesa em busca de ajuda médica para a filha, de 22 , que apresentou ferimentos em um dos braços. João ainda conta que ainda não conseguiu falar diretamente com o primo, mas familiares entraram em contato para passar a situação pós tragédia.
"Foi uma grande susto. Na região onde o Basan mora está sem comunicação por falta de energia elétrica, mas outros primos contaram que eles estão bem. Já voltaram para casa e a filha deles não teve ferimentos tão grave", explicou ao G1.
Conforme João, o primo mora há 2 quilômetros do local da explosão e ressaltou que a residência ficou parcialmente destruída: "Na última mensagem que recebemos deles, eles contaram que muitos móveis e objetos caíram com o impacto da explosão", relembra.
O sul-mato-grossense ainda conta que o único parente que ficou ferida foi a filha de Basan, o restante estão seguros, mas muito assutados: "Estão todos traumatizados. Eles informaram que tem muita gente que morreu e inclusive, amigos próximos. Muita gente machuca e um cenário de guerra, ressalta.
João ainda conta que o primo Andre Azar, que mora em June, próximo a Beirute, relatou a situação da cidade: "Ele mandou umas imagens da parte interna do escritório onde trabalha um amigo dele há poucos quilômetros do local. É um cenário de guerra", lamenta.
Conforme André, o local onde mora não foi atingido pela explosão, mais reforça o caos que maior cidade do Líbano está enfrentando.
"A situação é repugnante no Líbano. O local está um verdadeiro desastre", finaliza.
(*) G1