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Trabalhadores da obra do Hospital Regional ainda não chegaram a acordo e continuam de "braços cruzados"

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem de Três Lagoas e Região (Sintricom), explica o que está sendo feito

Hojemais de Três Lagoas - Albecyr Pedro (Colaboração Aurora Villalba)
01/05/18 às 09h55
(Aurora Villalba)

Aldenizio Santos Sales- presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem de Três Lagoas e Região (Sintricom), que abrange seis cidades, explicou foi declarada  a greve geral na obra da construção do Hospital Regional, em virtude de que havia iniciado uma negociação com a empresa responsável na primeira paralisação, mas não chegou a nenhum acordo, momento em que os trabalhadores os procuraram para que fosse tomada alguma atitude.

“Como os trabalhadores não desistiram, estamos oferecendo um suporte para eles. O Sindicato está junto, viemos ao local, lançamos o edital respeitando as normas da greve, e do regulamento. Foi realizada uma assembléia, a maioria concordou em assinar, depois fizemos uma Ata e nós levamos para a empresa que se negou a receber. Encaminhamos então para a sua central em Curitiba, e agora estamos aguardando a resposta”- explica Aldenizio.

GREVE PACÍFICA

Os trabalhadores não estão fazendo bagunça, ou quebrando algo, ou seja, é uma greve pacífica, com todos apenas de braços cruzados, aguardando que a empresa se manifeste para uma negociação.

VALE ALIMENTAÇÃO

De acordo com o presidente do sindicato, a empresa oferece um Vale Alimentação aos trabalhadores da construção da obra, o valor de R$ 100, considerado muito pouco, ainda assim sendo paga de forma aleatória. 

Segundo os trabalhadores disseram ao sindicato, a empresa paga um mês, e no outro não, as vezes só a metade.

“Assim vai indo, não tem uma coisa certa, e queremos que a empresa cumpra isto com os trabalhadores. Estamos nesta negociação para que eles nos atendam e ofereçam melhores condições dignas para estes trabalhadores, desde o transporte a alimentação” - reforça o presidente do sindicato.

REFORMA TRABALHISTA

Para o presidente do sindicato, a reforma trabalhista sancionada pelo Presidente Temer, dificultou a vida dos trabalhadores, e hoje todos precisam muito mais do sindicato. A classe trabalhadora continua com seus direitos garantidos.

Exemplo claro, segundo Aldenízio são os trabalhadores da obra do Hospital Regional. Conforme explica, a empresa não queria fechar acordo nenhum, contudo o sindicato continua livre para tentar intermediar com qualquer empresa ou qualquer órgão.

“Sem dúvida, hoje os trabalhadores precisam mais do sindicato, devido a isto que está acontecendo. Todos unidos conseguimos lutar por igual pelas reivindicações e atingir os objetivos. Os trabalhadores solicitaram nossa ajuda e estamos com eles. Falamos para todos que devemos estar unidos, até que a empresa nos convide para uma negociação”- finaliza.

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Aldenizio Santos Sale- presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem de Três Lagoas e Região (Sintricom). (Reprodução/Facebook)
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