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Três Lagoas registra 963 casos suspeitos de depressão entre adolescentes

Patrícia Azambuja e a Coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental, Hadley Cristina Moura falaram sobre o tema com o Hojemais

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
25/05/19 às 08h00
Patrícia Azambuja e a Coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental, Hadley Cristina Moura (Foto: Aurora Villalba)

Quando pensamos em se cuidar, lembramos de arrumar o cabelo passar maquiagem fazer exercícios físicos e de ter uma alimentação saudável, mas porque será que nunca pensamos em trabalhar a nossa saúde mental?

A saúde mental influência o indivíduo como um todo e quando não estamos bem mentalmente, podemos acabar se prejudicando socialmente. É sempre bom se compreender para que possamos nos cuidar.

A reportagem de hoje, vai abordar uma doença que afeta 300 milhões de pessoas no mundo, segundo os dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) no ano de 2017 e atualizado em março de 2018. Bom se você pensou em depressão, acertou em cheio.

Somente no Brasil são registrados cerca de 2 milhões de casos por ano, abrangendo todas as faixa etárias de idade, desde crianças até idosos.  

O tema vem se tornando cada vez mais comum em rodas de conversas e os números alarmantes despertam a atenção dos profissionais da saúde. O Hojemais bateu um papo com Coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial de Três Lagoas, Patrícia Azambuja e com Coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental, Hadley Cristina Moura.

“A depressão sempre existiu, o que não tinha era a mídia, a diferença hoje é essa, a divulgação. Antes nós não sabíamos da quantidade de casos, diferentemente dos dias atuais, que devido grande exposição faz com que a sociedade tome conhecimento” – afirma Hadley.

Segundo Patrícia, em média são 20 pacientes que dão entrada diariamente no CAPS II em Três Lagoas (Centro de Atenção Psicossocial). O serviço de saúde é a porta de entrada para o primeiro atendimento, e só depois do diagnostico os pacientes são direcionados para outras alas.

“Somente no CAPS II nós temos 932 pacientes inscritos no programa, que são considerados casos graves e severos. De outubro de 2018 até maio de 2019 somente na clínica da criança tivemos um total de 963 consultas registradas, sendo esse número de procedimentos destinados aos adolescentes, onde 218 tiveram o diagnóstico de depressão confirmado” – completou a coordenadora do RAPS.

Hoje o município oferece uma ampla estrutura de atendimento à saúde mental, que se divide entre:

CAPS II – Onde se realiza o primeiro atendimento, uma espécie de triagem e está localizado na Rua Zuleide Pérez Tabox, 950 – Centro.

CAPS AD – Que atende pacientes usuários de álcool e outras drogas, localizado na Rua Elviro Mario Mancini, 516 – Colinos.

Clínica da Criança – Atende pacientes de 12 a 16 anos e está instalada na Rua   Egídio Thomé.

Ambulatório de Saúde Mental - Que está em processo de implantação, mas já em funcionamento na Alfredo Justino, 66 – Centro.

Ambas as coordenadoras alertam para o sintomas da depressão e a importância em procurar ajuda, a fim de um tratamento eficaz.

Como identificar o início de uma depressão?

Geralmente a pessoa pode apresentar dois ou mais dos seguintes sintomas:

·        Apatia

·        Falta de motivação

·        Medos que antes não existiam

·        Dificuldade de concentração

·        Perda ou aumento de apetite

·        Alto grau de pessimismo

·        Indecisão

·        Insegurança

·        Insônia

·        Falta de vontade em fazer atividades antes prazerosas

·        Sensação de vazio

·        Irritabilidade

·        Raciocínio mais lento

·        Esquecimento

·        Ansiedade

·        Angústia.

Além disso, o indivíduo pode apresentar alguns sintomas físicos que os médicos não conseguem encontrar causas aparentes, como:

·        Dores de barriga

·        Má digestão

·        Azia

·        Constipação

·        Flatulência

·        Tensão na nuca e nos ombros

·        Dores de cabeça

·        Dores no corpo

·        Pressão no peito.

O apoio familiar também é de extrema importância, é nela que o paciente vai encontrar apoio e conforto, além disso a depressão é variável, ou seja a forma de tratamento  vária de paciente para paciente, por isso aprender a lidar e entender o outro é tão importante.

Em Três Lagoas, a população pode procurar mais informações nos endereços citados na matéria ou no telefone (67) 3929-1570.

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