Lucas Alexandre, 20, mais conhecido como “Luqueira” no meio artístico, é artista de rua nos semáforos de Três Lagoas, e hoje tira todo o seu sustento através do malabarismo.
Lucas é artista desde que se entende por gente, começou na arte com a dança de rua, o Hip Hop.
“Eu já dancei Hip Hop, fiz cinco anos de dança. Acabei parando por conta do trabalho, eu precisava trabalhar na época e não consegui fazer os dois”, disse em entrevista ao Hojemais.
Tirando o sustento de um trabalho “formal”, Lucas não se encontrava como pessoa, apenas depois de seu segundo 'mochilão', percebeu que deveria trabalhar com arte.
“A primeira viagem foi para o Litoral Norte Paulista, em Santos, que foi onde eu encontrei o artesanato”, falou.
O malabarista comentou que suas viagens são feitas com carona e trabalho local. Para São Paulo, pegou carona na saída da cidade até Osasco – SP, e caminhou mais dois dias até chegar na Praia Grande, em Santos – SP.
“Eu me vi na arte no meu segundo mochilão. Eu peguei carona daqui direto para Curitiba com mais dois amigos”, contou.
Lucas afirmou que suas viagens são imprevisíveis, dependendo do quanto você está ganhando, do quão boa a cidade for para trabalhar, você consegue dormir em pensão, se não o jeito é descansar na rua.
O artista conta que hoje sua família aceita melhor seu modo de viver, mesmo sendo difícil de eles enxergarem os pontos positivos de seu trabalho.
“Minha mãe entende um pouco da minha vida. Mas meus avós, com pensamento mais antigo, não aceitam tão bem, mas não discutem porque sabem que eu ganho dinheiro”, comentou Lucas reforçando que mesmo com outros seis malabaristas na cidade, consegue viver.
“Eu trabalho de 6h a 8h por dia, e com o dinheiro eu consigo pagar o aluguel, comer, as vezes comprar alguma outra coisinha, mas sempre na visão de que eu não preciso de muito”, disse.
Hoje, Lucas tira seu sustento físico e mental da arte de rua, fazendo malabarismo pela cidade, e em seu ponto fixo na Avenida Rosário Congro, com a antiga Duque de Caxias, próximo ao Hospital Auxiliadora.
“A arte é o malabares, que é onde eu me encontrei hoje, porque já me encontrava como artista antes, mas não fixo como hoje. É de onde eu tiro meu sustento tanto físico que é de necessidades básicas como mental, que é da arte que flui o que eu sou”, finalizou.