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Venda da UFN3 deve ser retomada ainda neste 1º semestre

Com a garantia da antecipação do lançamento do edital nas próximas semanas, o Governo do Estado espera que a negociação com o novo investidor possa ser fechada ainda em 2022, para que as obras sejam retomadas e a produção tenha início em 2024

Redação
15/05/22 às 07h12
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Depois de se reunir com o presidente da Petrobrás, José Mauro Coelho, no Rio de Janeiro, na última quarta-feira, dia 11, o governador Reinaldo Azambuja anunciou que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano um novo edital de licitação para a venda da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas.


Segundo o governador, o presidente José Mauro garantiu celeridade nesse processo porque entende a importância da UFN3 no cenário nacional da produção de fertilizantes.

O secretário da Semagro, Jaime Verruck também participou da reunião com a diretoria da estatal, e sugeriu que o edital de venda da fábrica determine que o comprador utilize o Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras como matéria prima para a produção dos fertilizantes nitrogenados.

Com a garantia da antecipação do lançamento do edital nas próximas semanas, o Governo do Estado espera que a negociação com o novo investidor possa ser fechada ainda em 2022, para que as obras sejam retomadas e a produção tenha início em 2024.


VENDA DA UFN3 


A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 21/02/2020 e 04/02/2022, informa que não foi concluído o processo de venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), no município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com o grupo russo Acron, tendo em vista que o plano de negócios proposto pelo potencial comprador, em substituição ao projeto original, impossibilitou determinadas aprovações governamentais que eram necessárias para a continuidade da transação.

Assim, a companhia está realizando os trâmites internos para encerramento do atual processo de venda e lançamento de um novo tão logo possível.

A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes do projeto serão divulgadas de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia.


POLÍTICOS E ENTIDADES SE MANIFESTAM


O fim das negociações para a venda da UFN-3, a Unidade de Fertilizantes Hidrogenados, frustrou a expectativa de muitos que aguardavam a retomada da obra, paralisada desde dezembro de 2014. Para o grupo “Aliança de Entidades”, que reúne instituições ligadas ao comércio, indústria e setor rural de Três Lagoas, a notícia chega para derrubar projetos e atrapalhar a retomada de crescimento econômico não apenas da cidade, mas do país. No manifesto divulgado à imprensa, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas, Fernando Jurado, lamenta que os esforços empreendidos ao longo dos últimos anos, não foram suficientes para que a venda fosse concluída e destaca que “desde 2016, a Associação Comercial e Industrial é protagonista acerca da venda da UFN 3 e a partir de 2018, trabalhou fortemente para a retomada desta indústria para o nosso município". 


No comunicado, a Petrobras não deixa claro o que de fato provocou a suspensão das negociações com a Acron. A estatal informa apenas que os russos substituíram o projeto inicial e que o plano de negócios proposto acaba “impossibilitando determinadas aprovações”. Mas a possibilidade da Acron tornar a UFN3 uma misturadora de fertilizantes é o que pode ter feito a estatal recuar na negociação.

Logo após anunciar em fevereiro deste ano que a venda da UFN3 estava garantida, a então ministra da agricultura, Tereza Cristina, afirmou à imprensa dias depois, que a empresa russa iria tornar a UFN3 uma misturadora de fertilizantes, durante um período. A notícia  então levantou muitos questionamentos, porque vai  na contramão do projeto inicial, que é a construção de uma fábrica de fertilizantes que produza em escala suficiente para reduzir em até 60% a importação do produto, indispensável para atender a demanda na produção de alimentos no Brasil.


A senadora Simone Tebet, do MDB, que já foi prefeita de Três Lagoas, e se posicionou contra a negociação diante da mudança de planos para a destinação da fábrica, se pronunciou logo após o anúncio do fim da venda. Tebet afirmou que “comemora”, porque sua “pressão funcionou”. A senadora chamou a atenção para a negociação com a Acron, que não atenderia a necessidade do país, que atualmente precisa comprar lá fora,  85% de todo o fertilizante utilizado na agricultura.


Tereza Cristina também se manifestou sobre o fim das negociações e ao  mesmo tempo que enxerga um desfecho negativo, por outro lado diz que a agilidade na decisão foi bom, porque antecipa novas negociações, afirmando que em conversa com a presidência da Petrobrás e o Ministério da Agricultura, foi informada que “já existem outros grupos interessados em fazer propostas para a compra dessa fábrica... alguns grupos de capital nacional” e que isso será divulgado oficialmente até o mês de junho.

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