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Victória Santos, adolescente que estava desaparecida é encontrada no Paraná

A garota estava com um homem de 25 anos, de acordo com a tia ela o conheceu em um jogo on-line

Redação
05/05/22 às 08h28

A menina, de 13 anos, que fugiu com um homem, de 25 anos, que conheceu em um jogo on-line usava o celular da avó - que tem a guarda da adolescente - para manter contato com o suspeito de estupro, conforme relata a tia da adolescente. O caso é investigado pela Delegacia Especializada na Proteção da Criança e Adolescente (DEPCA) em Campo Grande.

A adolescente desapareceu na quinta-feira (28), após sair para ir para a escola. Ela foi localizada nesta quarta-feira (4), em Cascavel (PR), a 633 km de Campo Grande. Em depoimento na delegacia de Cascavel, o homem confessou que manteve relações sexuais com a adolescente. Conforme a Polícia Civil, ele deve responder, no Paraná, pelo crime de estupro de vulnerável.

Em conversa com o site g1, a tia da adolescente relatou que a vítima não tinha computador, nem celular. “O celular que ela usava era o celular da minha mãe [avó paterna]. Se a minha mãe chegava aqui em casa e ficava duas 2h, ela jogava às 2h aqui”, relata.

“Quando ela ficava dias aqui em casa e a minha mãe ligava falando que ia vir depois de quatro dias e não vinha, ela já ligava e perguntava ‘vó, você não vai vir?’”, completa a tia da adolescente.
 
O comportamento da menina chegou a chamar a atenção dos familiares. “Eu ficava ‘mãe, ela está muito louca para ir embora para a sua casa, vê se não está acontecendo alguma coisa na sua casa, no bairro’. Minha mãe disse que no bairro não era, porque ela não conversava com ninguém. Mas quando ela chegava na casa da minha mãe, ela ficava no celular jogando”, afirma a tia.

Ligação

Antes de ser localizada em Cascavel, a adolescente chegou a ligar para a avó, no domingo (30). A tia, que estava presente no momento da ligação, relata que a menina estava com voz de choro, mas tranquilizou a família: “ela é muito emotiva, não sei se chorou de saudade ou de remorso”, relata a tia.
“Ela disse: ‘oi, vó, eu estou bem’ ; e quando a minha mãe perguntou onde ela estava ela disse que não podia falar. A gente salvou o número que ela ligou e eu mandei para a polícia”, relembra a mulher.

Desaparecimento
 
A tia narra que no dia do desaparecimento, a adolescente apresentava comportamento normal, exceto por um detalhe. Por volta das 5h da manhã de quinta-feira (28), ela pegou um ônibus com a avó, rumo ao centro da capital, onde a idosa trabalha.
 
Como de costume, a adolescente permaneceu no local de trabalho da avó durante a manhã e fez a tarefa escolar. Até que às 12h50 estava pronta para ir ao colégio.
“Ela arrumou a mochila e a minha mãe sempre olha a mochila dela e percebeu que a mochila estava macia. Quando ela abriu, viu que tinha roupa. A minha mãe tirou a roupa e perguntou para ela o porquê ela tava lavando roupa para a escola. Ela disse que tinha confundido e levado as roupas, deu uma desculpinha qualquer”, cita a tia.
Após o desaparecimento, a família repercutiu o ocorrido. “Eu falei para a minha mãe que ela nem deveria ter deixado ela ir para a escola naquele dia, mas a minha mãe disse que não desconfiou que ela iria fazer uma coisa dessa”, diz a mulher.
Às 17h, a avó estava em frente ao colégio da neta, mas a adolescente não passou pelo portão para encontrá-la. "Minha mãe entrou e a coordenadora disse que ela não tinha ido. [...] A gente já foi fazer um boletim de ocorrência depois”, completa a tia.

(*) G1.MS 

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