RELEMBRE O CASO
Tudo começou na noite de sábado, 21 de março de 2020 quando por volta das 21h20, Emileide, procurou a Delegacia de Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência alegando o desaparecimento da filha.
Segundo a mãe, Gabrielly havia sido deixada na praça do ginásio de esportes, acompanhada do irmão, e teria desaparecida.
Porém na mesma noite, Emileide entrou em contato com a Polícia Militar através do telefone 190 para confessar que havia matado a própria filha e queria se entregar.
Neste momento, equipes policiais se deslocaram ao encontro da mulher e depois ao local onde a mãe relatou ter enterrado o corpo da filha.
No local, o corpo de Gabrielly foi localizado enterrado de cabeça para baixo. A mãe confessou o crime, alegando que agiu sozinha, após a garota acusar o padrasto de abuso sexual.
NA DELEGACIA
Na delegacia, os policiais notaram que o filho adolescente que acompanhava a mãe possuía arranhões nas pernas.
Logo, as autoridades desconfiaram que ele também pudesse estar envolvido no crime. Foi quando ao ser indagado, resolveu revelar todos os detalhes da barbárie.
Na unidade policial, Emileide, manifestou o direito de falar apenas em juízo, porém informalmente aos delegados, relatou ter cometido o crime em um momento de fúria.
TESTEMUNHA
Uma testemunha identificada pela Polícia Civil relatou que Gabrielly havia dito no final de 2019 que teria sido abusada sexualmente pelo padrasto, André Luís, conhecido por Piauí.
Ainda segundo a testemunha, a garota havia mencionado a ela que não poderia revelar o fato aos professores, ou para a polícia, pois temia ser agredida pela mãe.
Após revelar o crime, o adolescente de 13 anos de idade, irmão de Gabrielly foi apreendido.
IRMÃO DE GABRIELLY DISSE QUE A MÃE O AMEAÇOU COM CHAVE DE RODA
Após decisão do juiz de direito Rogério Ursi Ventura, substituto da Comarca de Brasilândia, o menor com 13 anos na época, ficou aos cuidados do pai biológico, Ronildo Mariano de Souza, que mora em Três Lagoas.
No primeiro depoimento, ele contou com detalhes como ocorreu o crime, aos delegados Thiago Passos, titular e Robson Ferraz, plantonista e responsável pela autuação em flagrante dos envolvidos e ao Conselho Tutelar.
Nesta primeira versão, ele confessou sua participação no assassinato da irmã e no segundo depoimento, disse ter sido coagido pela mãe a presenciar toda a barbárie.
Fato revelado posteriormente ao advogado Elton Vinícius, contratado pelo pai biológico do adolescente.
“Entre estas, houve uma crucial, e o menor acabou dando informações preciosas que liga o fato de ele estar no local da atrocidade”, disse o advogado naquela ocasião.
Segundo o advogado Elton, o adolescente relatou neste novo depoimento, que a mãe colocou ele dentro do automóvel, e chegando ao local começou a presenciar a agressividade da mãe com a irmã, momento em que se evadiu por alguns minutos, retornando algum tempo depois.
“Ele pensou que a mãe tinha parado de praticar a violência com a mãe, porém, verificou que não, e notou que ela estava com uma chave de roda nas mãos. Foi quando a mãe, apontou o instrumento para ele, que ficou com medo e acabou presenciando a morte da irmã. Ela dizia que ele já estava envolvido no ato, e acabou ficando no local, presenciando as demais atrocidades”, disse o advogado baseado no depoimento do adolescente.