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Do improviso à referência regional: a trajetória de Month, o nome que virou símbolo do samba em Três Lagoas

Com uma trajetória construída ao longo de quatro décadas de dedicação à música, o artista carrega consigo não apenas a experiência dos palcos, mas também a resistência de quem manteve vi

Edgard Júnior - Agitta Social
21/05/26 às 17h23
Fotografia: arquivo pessoal

ESPAÇO PROFISSÃO: Hoje o nosso quadro Espaço Profissão abre espaço para falar de um nome que se tornou sinônimo de samba e pagode em Três Lagoas e região.

Falar de roda de samba na cidade é, inevitavelmente, lembrar dele: Month .

Com uma trajetória construída ao longo de quatro décadas de dedicação à música, o artista carrega consigo não apenas a experiência dos palcos, mas também a resistência de quem manteve viva a cultura do samba em uma região tradicionalmente marcada pelo sertanejo.

Marcelino Nonato dos Santos, seu nome de batismo, mas conhecido carinhosamente como Month, soma 40 anos de música e celebra, em 2026, os 27 anos de existência do Grupo do Month — formação que atravessou gerações, mudanças de integrantes e transformações culturais sem perder sua essência.

A história do grupo começou de maneira simples, quase despretensiosa, mas carregada daquela espontaneidade típica do samba. Dois amigos decidiram unir aniversários em uma única festa e queriam um grupo de pagode para animar o evento.

Na época, praticamente não existiam grupos do gênero na cidade. Foi então que procuraram Month, que já era conhecido no meio musical pelas rodas de samba, apresentações em bares e pela ligação forte com o carnaval três-lagoense.

Sem ter um grupo oficialmente formado, o sambista reuniu amigos músicos para “fazer um barulho”, como ele mesmo define. O que seria apenas uma apresentação pontual acabou conquistando o público presente naquela festa.

O nome “Grupo do Monte” — posteriormente consolidado como Grupo do Month — nasceu ali, quase por acaso, e rapidamente começou a circular entre aniversários, confraternizações e eventos da cidade. O boca a boca fez o resto.

O cantor construiu uma trajetória sólida defendendo o samba e o pagode como expressão popular, afetiva e também profissional. E é justamente sobre os desafios dessa profissão que o músico fala com sinceridade.

Para ele, uma das maiores dificuldades está na valorização do artista local e do próprio gênero musical mas, mesmo diante das dificuldades, Month nunca abandonou a música. Pelo contrário: transformou o samba em resistência, convivência e identidade cultural.

Ele faz questão de destacar que, durante todos esses anos, precisou conciliar trabalho fixo com os palcos nos finais de semana. Uma realidade comum entre músicos da região, especialmente os que escolheram o samba e o pagode como linguagem artística.

Ao deixar uma mensagem para os novos músicos, Month fala com honestidade sobre o cenário atual. Para quem deseja viver exclusivamente da música, ele acredita que muitas vezes é necessário buscar oportunidades em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, seu discurso não carrega desistência — carrega realidade, experiência e maturidade de quem viveu intensamente cada etapa dessa caminhada.

Mais do que um músico, ele representa a persistência da cultura popular em Três Lagoas e sua trajetória se mistura com a história das rodas de samba da cidade, dos encontros entre amigos, das noites de pagode e da alegria coletiva que só a música consegue proporcionar.

Em tempos em que muitos ritmos vêm e vão, ele segue firme, mantendo viva uma tradição construída com talento, humildade e paixão pelo samba.

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