Em conversa com os dois estudantes responsáveis pelo bilhete que fazia menção a um suposto ataque terrorista a 32 colegas e quatro professores em uma Escola Estadual de Três Lagoas, eles relataram aos policiais que suas respectivas amizades tinham características em comum.
Segundo eles, ambos enfrentam problemas familiares. Um dos alunos alegou problemas com o pai, que é alcoólotra e agressivo dentro de casa. O amigo relatou para a polícia, que mora com a mãe e outras três irmãs menores e que devido a falta de atenção encontra-se triste e desiludido com a vida.
Ao serem perguntados sobre o massacre na escola, a dupla afirmou que o ato iria acontecer nesta sexta-feira (20), e que após promover o atentado cometeriam suicídio devido ao descontentamento com os problemas familiares e com a vida.
Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e em contato com os estudantes foi demonstrado por eles imagens de seus celulares. No aparelho de um dos alunos haviam imagens dele empunhado revólver de pessoas tristes.
No aparelho do colega foi localizado imagens da dupla com bandanas de caveiras, e textos falando do massacre, além de vídeos do atentado na Escola Estadual Professor Raul Brasil em Suzano (SP) no dia 13 de março deste ano.
