Na madrugada desta segunda-feira (24), em Dourados, a ex-guarda municipal Alliene Nunes Barbosa foi assassinada com 23 facadas na presença de seu filho de 9 anos.
O suspeito, Cristian Alexander Cabeza Henriquez, de 44 anos, já tinha passagens por tentativa de estupro e violência doméstica e usava tornozeleira eletrônica para cumprir medida judicial.
O homicídio ocorreu na noite de domingo (23) na residência de Alliene, localizada no bairro Vila Sulmat, região central de Dourados. Segundo o boletim de ocorrência, o menino de 9 anos ficou trancado dentro de um dos quartos por cerca de 40 minutos até conseguir pular o muro e pedir socorro a um vizinho.
Quando a polícia chegou, encontrou Alliene perfurada por múltiplas facadas cerca de 23 e o suspeito foi preso nas imediações, na casa de sua mãe, usando tornozeleira.
Com este caso, o estado de Mato Grosso do Sul atinge o 37.º feminicídio de 2025, ultrapassando o número de 35 casos registrados ao longo de todo o ano anterior.
O fato de o crime ter ocorrido na presença de uma criança reforça a gravidade e o impacto sobre as redes de proteção à mulher na região.
O assassinato de Alliene evidencia a urgência de ações efetivas de prevenção e acompanhamento de medidas protetivas em municípios do interior, especialmente quando há histórico documentado de violência doméstica.
As autoridades locais agora enfrentam o desafio de apurar responsabilidades, garantir justiça e evitar que novas tragédias como está se repitam.
Histórico do suspeito
Cristian Alexander Cabeza Henriquez já respondia a diversas ocorrências de violência doméstica: registro por ameaça em janeiro, por tentativa de estupro em abril e por injúria em maio de 2025, além de outro boletim por ameaça em outubro. A vítima havia solicitado medida protetiva contra ele no início deste mês.
