Nesta terça-feira, 25 de agosto, Rodrigo Alves Pereira, conhecido como Rodriguinho, acusado de matar e estuprar a estudante universitária Mariana Forti Bazza, na cidade de Bariri, foi condenado a mais de 40 anos de prisão. Ele respondia pelos crimes de estupro, latrocínio e ocultação de cadáver.
De acordo com a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o homem foi condenado a "cumprir 40 anos, 10 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial fechado e multa de 28 dias-multa, fixado o dia-multa no mínimo legal".
A defesa do réu tem cinco dias para entrar com recurso contra a condenação.
O CASO
O crime aconteceu por volta das 8 horas da manhã do dia 24 de setembro de 2019, a vítima tinha 19 anos. Mariana tinha saído da academia com uma amiga e percebeu que o pneu do seu carro estava murcho. É possível ver no vídeo gravado pelas câmera de segurança do local, Rodriguinho se aproximando e a oferecendo ajuda.
Os dois conversaram e então Mariana dirigiu o carro até uma chácara em frente à academia, onde ele trabalhava como pintor. No mesmo dia, a família de Mariana comunicou o desaparecimento dela à polícia.
Na noite do dia 24, o acusado foi preso e confessou o crime. Ele contou onde havia deixado o corpo da estudante, que foi encontrado em um canavial no dia seguinte. Porém, Rodriguinho volta atrás sobre a confissão e começa a negar o crime.
No começo de outubro, foi confirmado por um laudo do IML (Instituto Médico Legal) de Araraquara (SP) que a vítima tinha sido estuprada antes de ser morta asfixiada.
Então, o suspeito foi denunciado por mais esse crime. Ele já estava respondendo por latrocínio, por ter roubado o carro da vítima, e ocultação de cadáver.
(*) UOL