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Jovem de 22 anos é morto após discussão com integrantes do PCC em MS

Autor do disparo foi preso horas depois escondido nos fundos de uma casa.

Da Redação
01/12/25 às 07h41
Imagem: Reproduçã/Redes Sociais

Diogo Fernandes, de 22 anos, morreu após ser atingido por um tiro no peito na tarde de domingo (30), na Vila Ferreira, em Terenos, a 31 km de Campo Grande. O homicídio ocorreu depois que ele se desentendeu com dois homens apontados como integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O atirador foi localizado e preso poucas horas depois, escondido na parte dos fundos de uma residência. A polícia também apreendeu a arma usada no crime, que estava guardada dentro de uma geladeira.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso enquanto atendia outra ocorrência na Unidade Básica de Saúde de Terenos. Durante o atendimento, a equipe foi avisada de que um homem gravemente ferido havia acabado de chegar. O irmão de Diogo relatou que estava com ele e um amigo no momento em que a vítima discutiu e xingou um homem conhecido como Escobar, vinculado ao PCC.

De acordo com o depoimento, Escobar se afastou dizendo que chamaria outros membros da facção e logo voltou acompanhado de Edi Marcio. Os dois, armados, passaram a intimidar o grupo. Logo em seguida, Edi disparou contra Diogo, que caiu ferido. Ele chegou a ser levado para atendimento, mas não resistiu e morreu ao dar entrada na unidade de saúde.

Após o crime, equipes policiais iniciaram as buscas. A primeira parada foi na casa da mãe do suspeito, que contou que o filho havia passado por ali rapidamente e dito que seguiria para uma confraternização. Com autorização dela, os policiais entraram no imóvel e encontraram um tablete de maconha e rolos de papel-filme no armário de Edi.

No local informado como endereço da festa, os agentes localizaram a motocicleta do suspeito. Rastros em um terreno baldio levaram até uma residência próxima, onde Edi foi encontrado escondido na varanda dos fundos. Ele recebeu voz de prisão, porém a arma utilizada não foi localizada naquele momento.

Ao ser detido, Edi apresentou outra versão: afirmou que realizou o disparo para se defender, alegando ter visto Diogo e outros dois homens agredindo Escobar. Disse ainda que teria jogado o revólver em um rio, mas buscas realizadas no local indicado não encontraram o objeto.

A arma acabou surgindo posteriormente em uma casa na Rua Deoclides Luiz Pozza. O morador informou que Edi havia passado ali pedindo um capacete e entrou rapidamente na varanda. Mais tarde, ao tentar vender uma geladeira, o comprador abriu o eletrodoméstico e encontrou o revólver escondido. O morador acionou a polícia e entregou o armamento.

 

Edi Marcio, a droga encontrada em sua casa, o material utilizado para embalagem e o revólver apreendido foram encaminhados para a Delegacia de Terenos. O caso foi registrado como homicídio simples, perturbação do sossego e tráfico de drogas. O segundo envolvido, Escobar, não foi encontrado.

*Com informações do Campo Grande News

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