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Kurica Ambiental é multada em R$ 10 mil por contaminação de solo; os responsáveis poderão responder por crime de poluição

A carreta trazia resíduos sólidos de Bataguassu para o aterro em Três Lagoas

Albecyr Pedro - Hojemais Três Lagoas
27/09/19 às 12h51
Caminhão saiu de Bataguassu e tinha como destino Três Lagoas (Foto: PMA)

A empresa Kurica Ambiental empresa de coleta de lixo voltou a ser manchete dos jornais de Mato Grosso do Sul, após um acidente na rodovia MS-395 entre as cidades de Bataguassu e Brasilândia.

 Na ocasião um caminhão da empresa, com placas de Belo Horizonte, puxando uma carreta caçamba, tombou na pista espalhando a carga de lixo e óleo diesel às margens da estrada.

Pelo derramamento de óleo, que contaminou o solo, a Kurica foi multada em R$ 10 mil. Todo o material que estava sendo trazido para o aterro de Três Lagoas ficou espalhado em uma área de 800 m², após o tanque de combustível da carreta ficar destruído.

Segundo a PMA (Polícia Militar Ambiental), os responsáveis poderão responder também por crime culposo de poluição.

A pena para quem pratica este crime conforme a PMA, é de seis meses a um ano detenção. O material teve de ser retirado pela empresa que também foi notificada a recuperar a área degradada.

No ano passado, a empresa Kurica Ambiental, de coleta de lixo, estava sendo investigada pelo Ministério Público do Paraná (PR), por manter  contratos que somam R$ 4,2 milhões no ano para execução do serviço naquela  cidade e em cinco cidades de Mato Grosso do Sul.

Esta empresa aparece com contratos vigentes desde 27 de novembro de 2017 com os municípios: Água Clara (R$ 576 mil); Inocência (R$ 360 mil); Paranaíba (R$ 2,1 milhões); Ribas do Rio Pardo (R$ 840.000,00).

Os valores são anuais e constam na edição do Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de MS) de 1º de dezembro de 2017. As partes envolvidas são o Cidecol (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Costa Leste), que engloba cidades da Costa Leste de MS, e o Consórcio Kurica/Buriti.

A empresa relacionada na investigação paranaense é Kurica Ambiental, enquanto na publicação no Estado aparece Kurica/Buriti.

Conforme apurado pelo MP, uma promotora alvo do bloqueio de R$ 150 mil era responsável pela promotoria do Meio Ambiente. Ela teria pressionado a prefeitura de Londrina para que a Kurica fosse contratada para prestar o serviço de coleta de lixo.

De acordo com a ata de preços, a licitação teve como objeto a prestação de serviços de coleta em local único, locação de contêineres, transporte e destinação final de resíduos sólidos em aterro sanitário licenciado.

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