O motorista responsável pelo atropelamento da menina Melina Pereira, de três anos, no dia 4 de março, continua foragido. O mandado da 3ª Vara Criminal, foi expedido no dia 07 de março.
Flávio Santos Mendonça, pode pegar de 2 a 8 anos de reclusão, por conta de lesão corporal dolosa gravíssima pela perda de membro, com dolo eventual ao assumir o risco de produzir o resultado dirigindo em alta velocidade em rua não pavimentada e acidentada, além de direção alcoolizada, exposição a perigo de vida e omissão de socorro, além de fuga do local do acidente.
A tipificação inicial em delegacia com arbitramento de fiança não foi aceita pelo Ministério Público, que tem como padrão de atuação revisar e adequar ao entendimento do Parquet os fatos apurados e de imediato, inclusive pela notícia de amputação do membro e coma induzido da menor, melhor enquadrou o fato praticado aos crimes que se vislumbra serão denunciados.
Trata-se de atuação padrão do Ministério Público que nada tem de indisposição ou questionamento ao excelente trabalho policial realizado pela Polícia Civil de Três Lagoas mas sim efetivação da prerrogativa de detentor da ação penal e exercício da atribuição que nos compete ao formar a opinio delicti.
Além do enquadramento mais adequado do fato à norma também foi detectada contradição na versão apresentada em Delegacia e em entrevista concedida pelo investigado, por exemplo quando diz em Delegacia que do crime imediatamente pegou a menina no colo e entregou a terceiros.
Na entrevista diz que demorou para algum responsável aparecer e que ficou preso nas ferragens, o que o impediu de descer de imediato, o que evidencia alteração de versões.
Relembre o caso
A menina Melina Pereira de três anos atropelada na noite do dia 04 de março, no bairro Vila Haro em Três Lagoas, precisou ser submetida a uma cirurgia para amputar uma das pernas.
A criança estava brincando no quintal da residência quando foi atingida por um veículo Crossfox, preto, placas JQX-7229. Melina foi prensada contra o muro.
Populares informaram que antes do acidente o motorista já tinha quase provocado uma colisão na Rua Maria Guilhermina Esteves ao desrespeitar a sinalização de pare existente na via.
Ela foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada ao Hospital Auxiliadora, a criança deu entrada na unidade às 17h40, foi medicada, realizou exames e todos os procedimentos possíveis. Ela precisou passar por um procedimento cirúrgico, para amputação da perna.
Uma artéria foi rompida devido ao acidente e a vítima precisou ser encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande (MS), que possui UTI pediátrica.
A menina está consciente e sob observação médica, conforme informações da Assessoria de Comunicação da Santa Casa.