Uma mulher de 31 anos, moradora no residencial Atlântico, em Araçatuba (SP), está sendo investigada por abandono de incapaz. Ela é acusada de ter saído na noite de sexta-feira (25) e retornado apenas na manhã de sábado, deixando os dois filhos, um com 5 e outro com 7 anos, sozinhos em casa.
Os policiais militares foram até à residência da família por volta das 10h de sábado, após denúncia de que havia duas crianças abandonadas, chorando.
Eles encontraram o portão da frente da residência trancado e ao chamar pelos moradores, foram atendidos pelas crianças, sendo um menino e uma menina.
O casal abriu o portão, estava sozinho e chorando, mas não tinha sinais de maus-tratos. Segundo a polícia, a menina relatou que a mãe dela havia saído de casa na noite anterior e ainda não havia retornado.
Negou
Os policiais comunicaram o fato ao Conselho Tutelar e enquanto aguardavam a presença de um conselheiro, a mãe dos meninos chegou em casa. Ela negou que tivesse saído na noite anterior, alegando que havia saído de casa pela manhã, para procurar latinhas para vender.
O caso foi acompanhado por uma conselheira tutelar que esteve na residência da família e determinou a retirada das crianças do imóvel. A mãe não concordou, por isso, teve que ser algemada pelos policiais.
Abrigo
Ela foi levada para o plantão policial, enquanto as crianças ficaram com a conselheira tutelar, que informou que elas seriam levadas provisoriamente até o Conselho Tutelar. Caso o órgão não conseguisse contato com integrantes da família extensa, as crianças seriam encaminhadas à Casa Abrigo.
Segundo o que foi informado à polícia, o pai do menino de 5 anos está preso por tráfico de entorpecentes, enquanto o pai da menina estaria residindo em São Paulo.
Tratamento
Ainda de acordo com o que foi relatado, a mãe das crianças faz tratamento para transtorno mental e é acompanhada pelo CAPs (Centro de Atenção Psicossocial) de Araçatuba.
Como já teria ocorrido outros episódios semelhantes, no qual as crianças teriam sido deixadas sozinhas pela mãe, o Conselho Tutelar faz o acompanhamento da família.
O delegado que atendeu o caso determinou que fosse registrado o boletim de ocorrência para investigação e a mulher foi liberada em seguida.