Mulheres têm ocupado cada vez mais espaço na produção de provas periciais em Mato Grosso do Sul . Na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul , elas já representam cerca de 40% do efetivo e participam de diferentes etapas do trabalho técnico, desde o atendimento em locais de crime até análises laboratoriais e exames médico-legais.
O trabalho pericial começa ainda na cena do fato, onde vestígios são identificados, registrados e preservados para auxiliar nas investigações. Esses elementos posteriormente seguem para análises especializadas, como exames de DNA, documentoscopia e balística.
Atenção aos vestígios na cena do crime
A perita criminal Karla Gonçalves da Cruz , que atua no Núcleo de Perícias Externas em Campo Grande , explica que o primeiro passo do trabalho é garantir que o local esteja devidamente isolado para preservar as evidências.
Segundo ela, a análise precisa ser detalhada porque, em muitos casos, ainda não é possível saber imediatamente quais elementos terão importância para a investigação. Com mais de uma década de atuação, Karla já trabalhou em diferentes unidades regionais da perícia antes de integrar a equipe responsável pelos atendimentos na Capital.
Exames médico-legais ajudam a esclarecer ocorrências
Na área da medicina legal, os exames realizados por especialistas ajudam a esclarecer casos de violência, acidentes e mortes suspeitas.
A perita médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini , que atua no Instituto de Medicina e Odontologia Legal e na Casa da Mulher Brasileira , destaca que os laudos técnicos são fundamentais para dar materialidade aos fatos investigados. Segundo ela, os documentos são elaborados com base em evidências científicas e seguem protocolos rigorosos para garantir a confiabilidade das informações apresentadas à Justiça.
Impressões digitais revelam identidades
Outra área essencial da perícia é a papiloscopia, responsável pela identificação de pessoas por meio das impressões digitais.
A perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva explica que o trabalho não se limita à emissão de documentos de identidade. No contexto criminal, a análise de digitais coletadas em locais de crime pode ajudar a identificar suspeitos ou até inocentar pessoas envolvidas em investigações. De acordo com ela, a comparação exige atenção minuciosa aos detalhes, já que muitas vezes os especialistas trabalham com fragmentos muito pequenos de impressões.
Trabalho técnico também acontece nos bastidores
Nos exames necroscópicos, profissionais acompanham todas as etapas do procedimento técnico realizado após a chegada de um corpo ao instituto.
A agente de Polícia Científica Romilda Fleitas atua há dez anos nesse setor e explica que o trabalho envolve desde a conferência da documentação até o apoio ao médico-legista durante o exame. Segundo ela, a rotina também exige sensibilidade no atendimento às famílias, que muitas vezes enfrentam momentos de grande fragilidade.
Atuação que contribui para a Justiça
Do levantamento de vestígios na cena do crime às análises laboratoriais e identificação de pessoas, as profissionais da Polícia Científica participam de diferentes etapas da atividade pericial. Esse trabalho técnico é fundamental para o esclarecimento de ocorrências e para a produção de provas que auxiliam investigações e decisões da Justiça.
