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PF registra 1.538 inquéritos sobre crimes eleitorais e mantém atuação no 2º turno

Até 21 de outubro, a Polícia Federal também havia deflagrado 89 operações e apreendido R$ 51,6 milhões em bens relacionados a investigações eleitorais.

Da Redação
22/10/26 às 09h32
(Foto: Divulgação)

A Polícia Federal (PF) manterá equipes mobilizadas em todo o país no próximo domingo (25), durante o segundo turno das Eleições Gerais de 2026, para atender ocorrências relacionadas a crimes eleitorais dentro de suas atribuições legais.

Segundo dados divulgados pela instituição, até as 8h de terça-feira (21), haviam sido instaurados 1.538 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo deste ano. Na mesma data, havia 2.429 investigações em andamento. No período, também foram deflagradas 89 operações relacionadas a esse tipo de crime.

A atuação da PF ocorre em articulação com a Justiça Eleitoral e outros órgãos envolvidos na segurança do pleito, abrangendo atividades de polícia judiciária, inteligência, combate a crimes cibernéticos e perícia criminal.

Investigações sobre violência política

Entre os casos investigados estão ocorrências de violência política de gênero e raça. Até 21 de outubro, a Polícia Federal contabilizava 102 inquéritos em andamento relacionados ao crime previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral. Desse total, 85 foram instaurados em 2026.

O valor de bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais chegou a R$ 51,6 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 31,6 milhões correspondem a dinheiro em espécie.

A instituição ressalta que os números são dinâmicos e podem mudar conforme novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas.

Como denunciar possíveis crimes eleitorais

Pessoas que tenham conhecimento de possíveis crimes de competência da Polícia Federal podem encaminhar informações pelo serviço Comunica PF, no site da instituição, ou presencialmente em qualquer unidade da corporação.

Para contribuir com a análise, a orientação é fornecer o máximo de detalhes possível, incluindo informações sobre quem praticou a conduta, o que aconteceu, quando e onde ocorreu.

Documentos, fotografias, vídeos, áudios, mensagens e outros registros também podem auxiliar nas apurações. Em casos envolvendo o ambiente digital, é importante preservar capturas de tela, e-mails, mensagens e informações sobre os perfis ou conteúdos relacionados à ocorrência.

As informações recebidas são avaliadas pela autoridade competente, que verifica a existência de indícios de crime e a necessidade de adoção das medidas cabíveis.

Crimes eleitorais na internet e uso de inteligência artificial

A atuação da Polícia Federal também pode envolver possíveis crimes eleitorais praticados no ambiente digital, desde que estejam presentes os requisitos legais para sua competência.

Conteúdos produzidos ou manipulados com inteligência artificial, como imagens, vídeos e áudios, são analisados conforme as circunstâncias de cada caso e a eventual existência de indícios de crime.

De acordo com a instituição, o uso de inteligência artificial ou a circulação de determinado conteúdo, isoladamente, não caracteriza necessariamente um ilícito penal. Eventuais medidas investigativas ou judiciais dependem da legislação aplicável e das particularidades de cada situação.

A Polícia Federal informou que permanecerá mobilizada durante o segundo turno para cumprir suas atribuições legais e atender às ocorrências de sua competência.

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