Dr. João Gabriel, Annies Stevanin e Eric Vicente. (Foto: Hojemais Três Lagoas)
O
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)
de Três Lagoas passa por mudanças nas coordenações. Eric Vicente assume a coordenação-geral, enquanto o Dr. João Gabriel retorna à coordenação médica após dez anos. A transição ocorre após quase três anos de trabalho de Annies Stevanin, coordenadora enfermeira de urgência, à frente da coordenação do serviço.
Durante entrevista, os profissionais destacaram a continuidade dos projetos já desenvolvidos, a ampliação das ações educativas e a importância de orientar a população sobre quando acionar o serviço. Atualmente, o Samu de Três Lagoas registra uma média de mil atendimentos por mês.
Nova coordenação mantém projetos e planeja ações para 2027
Eric Vicente, coordenador-geral do Samu, que está há oito anos no serviço e tem 23 anos de experiência na enfermagem, afirmou que encara a nova função como um desafio e pretende dar continuidade ao trabalho realizado anteriormente, com planejamento de melhorias para o atendimento.
A transição ainda está em andamento, com o repasse de projetos, indicadores e informações da gestão anterior. Annies Stevanin, coordenadora enfermeira de urgência, permanecerá trabalhando no Samu, mas retornará às atividades de intervenção com a equipe de enfermagem.
Entre as iniciativas que devem continuar estão o projeto “Samuzinho”, as capacitações de professores sobre primeiros socorros, além de atividades de orientação junto à comunidade.
Para 2027, Eric também prevê um cronograma de ações em escolas e praças, com atividades de educação continuada. Segundo ele, o serviço passou a contar com uma enfermeira dedicada a essa área.
O Dr. João Gabriel, coordenador médico do Samu e médico emergencista, retorna à função após ter deixado Três Lagoas para realizar residência. Ele afirmou que assume a responsabilidade com o objetivo de contribuir para o atendimento à população.
De acordo com Eric Vicente, a estrutura do serviço em Três Lagoas conta atualmente com cinco ambulâncias. Desse total, três estão em operação: uma
unidade de suporte avançado
e duas
unidades de suporte básico.
As outras duas estão reservadas e passam por manutenção e melhorias.
A equipe explicou que os recursos são direcionados conforme a gravidade e as características de cada ocorrência, considerando a disponibilidade das viaturas e a necessidade de cada paciente.
Serviço recebe cerca de mil atendimentos por mês
A média mensal é de aproximadamente mil atendimentos, segundo Annies Stevanin. As ocorrências envolvem casos clínicos, acidentes de trânsito, traumas, situações psiquiátricas e atendimentos ginecológicos, com predominância dos casos clínicos.
O Dr. João Gabriel ressaltou, porém, que esse número não corresponde necessariamente à quantidade de deslocamentos de ambulâncias.
O atendimento começa no momento em que a pessoa liga para o serviço. A chamada passa pelo técnico atendente de regulação médica e, em seguida, pelo médico regulador, que avalia a situação e define a conduta adequada.
Dependendo do caso, o profissional pode orientar o solicitante por telefone, encaminhar uma ambulância ou indicar outro serviço, como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar ou o setor responsável pelo transporte eletivo.
Segundo o médico, essa regulação permite direcionar os recursos de forma mais adequada e evitar que ambulâncias sejam deslocadas desnecessariamente, comprometendo o atendimento de outras ocorrências graves.
Quais informações passar ao ligar para o Samu?
A equipe orienta que a pessoa responsável pela ligação procure manter a calma e forneça informações claras para facilitar a avaliação e o envio dos recursos necessários.
Entre os dados considerados fundamentais estão:
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Endereço exato da ocorrência:
informar rua, número, bairro e outros pontos que ajudem a localizar o paciente.
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Nome e telefone de quem está ligando:
esses dados permitem que a equipe retorne o contato caso a ligação caia ou sejam necessárias novas informações.
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Respostas objetivas às perguntas:
o solicitante deve responder ao que for questionado pelo atendente e pelo médico regulador, sem se dispersar em informações que não sejam prioritárias naquele momento.
O serviço dispõe de unidades básicas, com técnico de enfermagem e condutor socorrista, e avançada, com médico, enfermeiro e condutor socorrista. A escolha depende da avaliação médica.
Eric Vicente também fez um alerta sobre a ocorrência de trotes, que, segundo ele, ainda representam um problema para o serviço.
O coordenador pediu que a população não faça chamadas falsas, pois o deslocamento desnecessário de uma ambulância pode comprometer o atendimento de alguém que realmente esteja em situação de urgência ou emergência.
Samu está aberto à população
Ao final da entrevista, Eric Vicente destacou que a população pode procurar a base do Samu para conhecer o funcionamento do serviço, esclarecer dúvidas e apresentar sugestões ou questionamentos sobre atendimentos realizados.
O coordenador afirmou que as ligações e as comunicações por rádio ficam registradas, o que permite analisar situações e verificar eventuais problemas relatados pelos usuários.
A equipe reforçou que o objetivo é aprimorar continuamente o atendimento e garantir que os recursos disponíveis sejam direcionados às pessoas que mais precisam de assistência.