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Preso em condomínio é suspeito de envolvimento com grupo que desviava dinheiro da saúde

Policiais de Três Lagoas efetuaram diligências em um condomínio residencial de luxo em Três Lagoas para dar cumprimento de um mandado de prisão temporária

Da Redação - Hojemais Três Lagoas e Hojemais Araçatuba
29/09/20 às 10h49
Reprodução

Na manhã desta terça-feira, 29, Policiais Civis de Três Lagoas, através do SIG (Setor de Investigações Gerais), em apoio a DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais) e ao Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro-SECCOLD de Araçatuba, efetuaram diligências em um condomínio residencial do município para dar cumprimento de um mandado de prisão temporária e mandado de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Penápolis.

Segundo informações do SIG, foram apreendidos em uma residência no condomínio documentos, celulares, computadores, bem como um veículo e, após cumprimento do mandado de prisão temporária, o investigado será recambiado para a cidade de Araçatuba no interior do estado de São Paulo.

A operação foi denominada de “Raio X”, e visa combater crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, dentre outros.

SOBRE A OPERAÇÃO

Mais de 500 policiais civis, 30 promotores de Justiça e 10 agentes de Promotoria participam da operação “Raio X”, deflagrada na manhã desta terça-feira (29) para desmantelar grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão entre municípios e OSs (Organizações Sociais).

A ação é coordenada pelo Deinter-10 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) de Araçatuba (SP), em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público.

Foram expedidos 62 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca para serem cumpridos em endereços de Penápolis, Araçatuba, Birigui, Osasco, Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Guapiara, Vargem Grande Paulista, Santos, Sorocaba, bem como em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

A investigação teve início há cerca de dois anos e conta com inquéritos policiais instaurados nas comarcas de Penápolis e Birigui. Segundo a Polícia Civil, nesse período foi desvendado um gigantesco e sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e o desvio de milhões de reais em prejuízo da saúde.

Licitações

Segundo a polícia, foram identificados dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada qual com sua colaboração na prática das supostas infrações penais.

Com o dinheiro obtido de forma fraudulenta o grupo teria adquirido grande quantidade de bens móveis e imóveis. Grande parte da evolução patrimonial do grupo se deu justamente no período da pandemia, onde o suposto desvio de verbas públicas se intensificou ainda mais, segundo a investigação.

Bens

 

Por isso, além dos mandados, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores. Foram convocados para a operação 520 policiais civis de São Paulo, com apoio de 200 policiais de outros estados e também da Polícia Federal do Pará.

A ação tem o apoio de dois helicópteros Pelicano da Polícia Civil, 130 viaturas policiais, além dos promotores de Justiça e agentes de Promotoria.

Outras informações devem ser passadas à imprensa em coletiva durante a manhã no auditório da Deic/CPJ (Divisão Especializada de Investigações Criminais da Polícia Judiciária) de Araçatuba.

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