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Subtenente suspeito de feminicídio pode ser expulso do Corpo de Bombeiros em MS

Militar está preso em Campo Grande após ser acusado de matar a esposa a marteladas em Ponta Porã; caso é o quinto feminicídio no estado em 2026.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
07/03/26 às 10h21
Fotos: Reprodução/Redes Sociais

O subtenente do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul , Elianderson Duarte , preso suspeito de matar a esposa a marteladas, pode ser excluído da corporação. A informação foi confirmada pelo comando da instituição, que iniciou procedimentos administrativos para avaliar a permanência do militar.

De acordo com informações do  g1 , o caso ocorreu em Ponta Porã e vitimou a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte , de 51 anos. Ela morreu após três dias internada no hospital, em decorrência das agressões.

Conselho de disciplina pode decidir expulsão

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros no município, Thiago Teruya , o comando local e o comando-geral da corporação iniciaram o processo para abertura de um conselho de disciplina.

O procedimento administrativo avalia a conduta do militar e pode resultar na exclusão definitiva da corporação. Elianderson Duarte está preso desde quinta-feira (5) no Presídio Militar Estadual , em Campo Grande . Segundo o comandante, a transferência para o presídio ocorreu após o suspeito passar por cirurgia e receber alta médica.

Ataque aconteceu dentro da casa da família

As agressões ocorreram na terça-feira (3), dentro da residência da família. Segundo a polícia, antes do ataque Liliane pediu que os filhos saíssem de casa e buscassem ajuda.

Dois dos três filhos do casal, de 17 e 15 anos, também foram atingidos durante as agressões. O filho mais novo, de 11 anos, presenciou a situação, mas não ficou ferido. Conforme as investigações, os três têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Testemunhas relataram que moradores chegaram a entrar na residência e encontraram o militar agredindo a esposa com um martelo. Ele fugiu pulando muros de casas vizinhas, mas foi perseguido por populares e detido até a chegada da polícia.

Caso é investigado como feminicídio

A vítima foi socorrida e levada ao hospital em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que o militar foi autuado inicialmente por tentativa de feminicídio e que será solicitada a prisão preventiva.

Com a morte da vítima, o caso passou a ser tratado como feminicídio. Liliane é a quinta vítima desse tipo de crime registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.

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