Segundo a investigação, as vítimas são: Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos , servidor dos Correios ; João Clemente Pereira, 63 anos , servidor da Caesb ; e Miranilde Pereira da Silva, 75 anos , professora da rede pública de ensino. Todos morreram após piora súbita do quadro clínico enquanto estavam na UTI do hospital.
Os técnicos presos foram identificados como
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos
. A Polícia Civil informou que os dois primeiros já teriam participação direta nas aplicações letais.
Durante coletiva, o delegado
Wisllei Salomão
explicou que as provas reunidas — incluindo imagens do sistema de câmeras da UTI e análise dos prontuários — mostram que os suspeitos manipulavam e injetavam substâncias diretamente nas veias das vítimas.
“Ele acessou o sistema que estava aberto em nome de médicos, preparou o medicamento, escondeu a seringa no jaleco e aplicou nas vítimas.
No caso da paciente de 75 anos, quando o medicamento acabou, ele chegou a aplicar
desinfetante por mais de dez vezes
na veia dela”, relatou o delegado.
As prisões ocorreram em duas etapas em janeiro de 2026, após deflagração da Operação Anúbis e a apreensão de dispositivos eletrônicos e materiais probatórios que colaboraram com a investigação.
Além dos três casos já confirmados, a Polícia Civil está analisando
mais de 20 atestados de óbito com perfil semelhante em hospitais do Distrito Federal
, na tentativa de identificar possíveis conexões com a mesma conduta criminosa.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que instaurou um comitê interno ao identificar “circunstâncias atípicas” nas mortes, demitiu os funcionários envolvidos e notificou as autoridades competentes, cooperando integralmente com as investigações.
A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida. O processo segue em segredo de Justiça e será encaminhado ao Ministério Público após a conclusão das diligências.