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Três-lagoense é condenado a 13 anos de reclusão por morte em “Festa de Exú”

O julgamento de Arislan e dos outros envolvidos no crime ocorreu nesta terça-feira, 25, na 1ª Vara do Tribunal do Júri

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
26/06/19 às 13h51
Homem foi encontrado morto em terreno baldio de via sem asfalto ( Marcos Ermínio)

O três-lagoense Arislan Rios da Silva de 39 anos foi condenado a 13 anos de reclusão pela participação no assassinato de Hélio Teixeira da Costa, que na época do crime tinha 28 anos. O julgamento de Arislan e dos outros envolvidos no crime ocorreu nesta terça-feira, 25, na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 29 de janeiro de 2017, por volta das 7h30, na Avenida Wilson Paes de Barros, Bairro Vila Nova Campo Grande, na Capital, Arislan Rios da Silva, Gleibson José de Lira, José Glebson de Lira e Lucas Rodrigues de Almeida em conluio e unidade de desígnios, mataram a vítima Hélio Teixeira da Costa.

Consta nos autos que, em 28 de janeiro de 2017, o Hélio teria se dirigido à casa da mãe de santo Ana Maria Calixto de 59 anos conhecida como “Mãe Maria”, local onde funcionava um centro de candomblé e  estava sendo realizada a “Festa de Exú”.Mais tarde, já na madrugada do dia 29 de janeiro de 2017, a vítima teria retornado à residência da acusada. Lá chegando, foi recebido por Mãe Maria, que passou o agredi-lo violentamente, com socos e chutes.

 Durante as agressões, ela questionou Helio sobre "quem te mandou vir me matar?". No decorrer da briga, “Mãe Maria” perguntou para Gleibson José de Lira, vulgo "Lagoa", se ele não iria fazer nada, já que era seu esposo.

Neste momento, Gleibson, seu irmão, José Glebson, Lucas e Arislan, também passaram a agredir o ofendido com socos e chutes.

O MPE também afirmou que os denunciados portavam armas brancas e demonstraram intenção de ceifar a vida de Hélio no local, instante em que Ana Maria interveio disse: “Aqui na minha casa não", pedindo em seguida que sumissem com a vítima. José Glebson e Arislan teriam levado a vítima até um veículo de propriedade da mãe de santo. Gleibson teria sido o responsável por dirigir o veículo ao local onde à vítima seria executada, enquanto os demais denunciados continuaram a agredi-la com vários socos, inclusive Lucas teria provocado um ferimento na cabeça do ofendido, utilizando-se de uma arma branca. Chegando ao local dos fatos, o ofendido teria sido posto para fora do veículo, momento em que Lucas teria cortado o seu pescoço. Hélio foi deixado no local e os denunciados evadiram-se.

O trio foi preso sete meses depois do crime, no dia 3 de agosto, após a polícia receber uma denúncia anônima contando o que havia acontecido na noite da festa. Depois de presos, os envolvidos atribuíram o crime ao que chamaram de 'briga de espíritos'. Segundo eles, a vítima havia recebido um santo, com o nome de "Exu 7 facadas", que teria  ficado "agressivo" querendo assassinar a "Mãe Maria". Ela, por sua vez, teria recebido outro tipo de espirito. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a festa estava regada de "trabalhos espirituais" e bebidas alcoólicas.

No dia 17 de janeiro deste ano foi realizado o julgamento da mãe de santo Ana Maria Calixto, conhecida como “Mãe Maria” que também foi acusada de envolvimento no crime. Conforme o processo, no dia dos fatos a briga aconteceu na residência da mãe de santo e ela emprestou seu veículo para levar a vítima até o local do crime. Porém, submetida a júri popular, foi absolvida das acusações.

Já José Glenson e Lucas terão que cumprir 12 anos de reclusão cada um em regime fechado.

Diante da desclassificação em relação ao delito praticado por parte do acusado Gleibson, abriu-se vista ao MPE para indicação de quem, nos termos do art. 100, § 4º, do Código Penal, deverá ser intimado para exercer o direito de representação, visto que se trata de delito de lesão corporal de natureza leve. Diante do resultado desta sessão de julgamento, foi expedido alvará de soltura em favor de Gleibson José de Lira.

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