Políticos que, pelo menos no atual momento, não aceitam a candidatura de Ângelo Guerreiro (PSDB) à prefeitura de Três Lagoas ou são desdenhados pelo deputado, se articulam para montar uma frente que visa eliminar a possibilidade de uma terceira via na disputa do Executivo e manter a eleição polarizada.
Na terça-feira (29), após a sessão ordinária do legislativo, houve uma reunião, na própria Câmara, com a presença de 11 presidentes de partidos e 13 vereadores. Só não participaram os vereadores Jorginho do Gás (PSDB), Gil do Jupiá (PSB), Jorge Martinho e Beto Araújo, os dois últimos do PSD.
De acordo com o que o Hojemais apurou, o candidato a encabeçar a chapa majoritária por esta frente será definido por meio de pesquisa qualitativa e quantitativa, sendo que nem o PT e nem o PMDB deverão indicar nomes. Esta teria sido uma condição imposta para alguns partidos participarem.
Um dos participantes da reunião é o presidente do PCdoB Marcos Bocato, que, ao ser questionado se são os partidos que não querem Guerreiro, ou ele que não quer aliança com esses partidos, respondeu com outra pergunta: “quem em sã consciência rejeitaria o mais amplo apoio em uma eleição? Esta conversa que ele não quer não cola, é que a rejeição dele no meio politico e a fama de traidor, centralizador, narcisista é muito clara para os partidos políticos”, segundo ele.
Na reunião ficou pactuado que os partidos que não tiverem intenção de prosseguir na Frente devem comunicar ate dia 20 deste mês. O que se buscará no candidato da Frente, entre outros atributos, além de ser um novo nome, será condições politicas e administrativas com capacidade de gestão e que destaque minimamente nas pesquisas.
“Como um candidato que tem 70% de intenção de votos nas pesquisas pode ser tão rejeitado quanto a construir alianças?”, questionou Bocato, lembrando que Simone Tebet, com o mesmo percentual de intenção de votos na sua eleição, em 2008, conseguiu facilmente fazer uma aliança com a maioria dos partidos.