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Alta da tarifa de energia na indústria e comércio chega a 46% em MS

Esse desembolso adicional pode resultar em avanço inflacionário e demissões nos setores da indústria, comércio e serviços. 

Correio do Esatdo
03/03/15 às 00h53

As empresas de Mato Grosso do Sul serão impactadas em 46,27% com a alta nos custos da energia. Esse desembolso adicional pode resultar em avanço inflacionário e demissões nos setores da indústria, comércio e serviços. 

Para minimizar a gravidade desse cenário, representantes empresariais elaboram estudo com propostas a serem entregues ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), entre as quais deverá constar pedido de redução do ICMS incidente sobre a conta de luz. Na sexta-feira (dia 27), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o índice de reajuste da Energisa MS, cujo efeito médio é de 27,9%. 

“A tomada de decisão depende de cada empresário”, disse a presidente do Conselho de Consumidores da Energisa MS (Concen), Rosemeire Cecília da Costa. Ela afirma que, entre essas decisões, poderá estar a de reduzir o número de funcionários como forma de mitigar o impacto do maior desembolso com a tarifa de luz. “Isso é possível”, disse. 

Caso o dispêndio maior com a energia leve os empresários a cortar a despesa com a folha de pagamento, a situação do mercado de trabalho do comércio se torna ainda mais crítica. 

O setor terminou janeiro com número de demissões (7.104) maior que a o de contratações (6.144), de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Desempregados e Empregados), divulgado, na sexta-feira (27), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo, de -960 empregos,  foi o pior entre as atividades econômicas do Estado. 

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