Ao menos no discurso, os buracos de Campo Grande poderão ter fim a partir de quarta-feira (11), período em que a prefeitura prevê reativar contratos de recuperação asfáltica. Convênio com o Exército Brasileiro, conforme o prefeito Alcides Bernal (PP), permanece nos últimos ajustes.
Suspensos a quase dois meses, as 14 empresas licitadas para realizar operações tapa-buraco foram alvo de auditoria da procuradoria jurídica do município. O Ministério Público Estadual (MPE) teria sido consultado sobre a legalidade de mantê-los ativos.
Da lista, no entanto, não retornam a Selco, que realizava supostos tapa-buracos fantasma, além da LD e Proteco, investigadas por desvio de recursos públicos na Operação Lama Asfáltica.
Bernal explicou, durante agenda pública neste domingo (8), que equipes próprias e terceirizadas serão responsáveis por fiscalizar o trabalho executado por Wala, Eneparv, Pavitec, Diferencial, Asfaltec, Anfer, Usimix, Gradual, Santa Cruz, Bodoquena e M.Arnaldo.
“Não vamos fazer tapa-buraco, mas recuperação de vias com a máxima urgência. Vai ter que fazer serviço bem feito, a partir de quarta-feira, em toda a cidade”, assegurou o prefeito. “Não pode Campo Grande virar um queijo suíço”.
Em medida emergencial, a prefeitura recorreu a equipes da concessionária Águas Guariroba para executar o serviço de tapa-buraco até a reativação dos contratos. O valor médio, mensal, a ser investido nessa tarefa pode chegar a R$ 7 milhões.
Sobre o convênio com o Exército Brasileiro, tido como alternativa por Bernal, continua em negociação silenciosa e sem data para os trabalhos serem iniciados. Os engenheiros militares poderiam atuar na pavimentação de vias ou mesmo recapeamento. Nova reunião com técnicos da Secretária de Infraestrutura está agendada para segunda-feira (9).
CRATERA
O prefeito aproveitou ainda para vistoriar trecho da Avenida Lúdio Martins Coelho, onde moradores relataram a existência de uma cratera em formação. Trecho próximo, em 2013, chegou a ceder e engolir um carro. A empresa responsável pela pavimentação, no caso a Proteco, será notificada para corrigir a falha que ocorreu com menos de cinco anos da entrega da via.