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"Críticos da Política" apontam corpo a corpo como melhor forma de ganhar votos

Outra unanimidade entre os entrevistados, é que dificilmente alguma estratégia consegue fazer o eleitor consciente mudar seu voto

Hojemais - João Maria Vicente
25/08/14 às 21h02
Corpo a corpo é considerada a melhor estratégia (Divulgação)

Com uma série de proibições por parte da Justiça Eleitoral como, por exemplo, a realização de showmícios e distribuição de brindes aos eleitores, está cada vez mais difícil para os candidatos conseguir dos eleitores. Nesse sentido, o Hojemais ouviu de “analistas políticos” qual o melhor método para conquistar o eleitor indeciso. Na opinião da maioria, o mais eficaz é o corpo a corpo. Outra unanimidade entre os entrevistados, é que dificilmente qualquer destes ou outros métodos conseguem fazer o eleitor consciente mudar seu voto.

Vice-presidente da JPMDB, Rômulo Wendel definiu: “no comício só vai cabo eleitoral e molecada, no horário eleitoral o povo não acredita mais na encenação que mostra tudo lindo e perfeito por parte da situação e ações milagrosas por parte da oposição, e os santinhos são importantes, mas a maioria não dá muito valor a eles, pois veem como sujeira. Já nas reuniões conseguem falar mais diretamente com as pessoas, ter um atendimento mais pessoal”.

Lucas Bocato também defende o corpo a corpo. “o melhor método é o candidato arregaçar as mangas da camisa e ir para rua distribuir santinhos para a população”, pregou. “Acho que tudo é válido, mas o importante é o candidato ser honesto”, simplificou Pinduca.

Embora avalie que a receptividade do eleitor varia e uma pessoa para outra, o radialista Henrique Ferian considera que as reuniões são importantes porque as pessoas podem conversar com o candidato. Já no caso de governador e presidente, para ele, o melhor é “o bom e velho horário eleitoral [gratuito do rádio e da televisão]”.

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Maioria não enxerga eficácia nos comícios (Aurora Villalba)

Ricardo Roriz também considera as reuniões o melhor método. “Porém, como te disse, as pessoas já tem os candidatos escolhidos, pra mudar é muito difícil”, pondera, completando que atualmente as pessoas pegam o dinheiro de um candidato e votam no que elas já haviam escolhido. “Somente as mais humildes [pessoas] talvez sejam enganadas com shows ou outra coisa qualquer, porém a maioria ou vota por interesse particular ou por consciência mesmo”.

O radialista Adilson Silva declarou-se chateado com a distribuição maior de panfletos e santinhos por parte dos cabos eleitorais e menos exposições públicas dos candidatos, “e  isto me chateia, afinal, quem deveria mostrar a cara e tentar nos convencer com suas propostas são os candidatos."

Silva defende as reuniões, por entender que os candidatos não podem trabalhar apenas com as suas convicções “em discursos daquilo que não queremos mais ouvir. Para ele, candidatos devem promover mais reuniões em domicílios e tirar as dúvidas dos eleitores. “Eu não quero mais ouvir, por exemplo, alguém dizer o que já fez de pavimentação asfáltica; agora eu quero ouvir quando é que eu terei os cem por cento de asfalto prometidos na eleição anterior”, disse, alfinetando a atual administração municipal.

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