Em Água Clara, onde participou das festividades dos 62 anos daquele município, o deputado estadual Angelo Guerreiro (PSDB) falou com o Hojemais sobre as eleições de outubro, quando deve disputar a prefeitura de Três Lagoas.
Questionado sobre o suposto favoritismo que existe em torno do seu nome, ele negou que esteja de salto alto e dispara que eleições só se ganha após a abertura das urnas. “Se Deus quiser nós vamos para a disputa, mas não existe essa de eleição ganha”, rebate.
“As pessoas têm que respeitar e não colocar palavras na boca dos outros”, prosseguiu, embora reconheça que “tem vários partidos e vários companheiros que podem nos ajudar”. O deputado observou, porém, que ainda está em fase de conversação e que não adianta colocar os carros à frente dos bois. Ele confirma que Já começou a manter diálogo com alguns partidos, sempre visando o que é melhor para o município e que esses dirigentes partidários também têm de pensar no que é bom para Três Lagoas.
“Não adianta mudar apenas o personagem, o gestor, mas mudar também o modelo de gestão”, ponderou, atentando para a importância de não repetir erros do passado. Para tanto, defende a necessidade de se colocar pessoas técnicas à frente das secretarias. “Não pode ter um meio termo, para que isso venha contribuir para a administração, mas tem que ser na hora certa; já estou em conversação, porém volto a repetir que não existe eleição ganha”, reitera.
Ao mesmo tempo em que refuta com veemência os comentários de que seja um candidato imbatível, Guerreiro agradece aos que pensam de tal maneira, porque entender que acabam o credenciando para disputar o cargo e lembra que a sua situação é semelhante ao período em que Simone Tebet disputou a reeleição para a prefeitura de Três Lagoas. Lembra ainda, que pesa a seu favor o fato de pertencer ao mesmo partido do governador. “Mas isso não me deixa de salto alto”, garante. No entendimento do pré-candidato, é fundamental para um prefeito pertencer ao mesmo partido do governador ou, pelo menos, que seja aliado deste.
Para Guerreiro, independentemente de quem seja futuro gestor, ele terá uma missão árdua e não pode errar. Entre outras prioridades, terá de ter uma projeção de drenagem para Três Lagoas, sob pena de prejudicar ainda mais o município e, principalmente, a sua população.
De origem humilde, Guerreiro afirma que chegou aonde chegou graças à Deus, ao seu trabalho e às pessoas que o credenciaram, e que não é de sua índole criticar ninguém. Mesmo sabendo da existência de muitos que não se conformam com a sua ascensão política, observa que isso não aconteceu por acaso, mas que soube aproveitar as oportunidades que surgiram em sua vida, começando com dois mandatos de vereador, culminando com a eleição de deputado. “Muitos não acreditavam que eu seria deputado, mas ao longo destes 12 meses [na Assembleia Legislativa] eu tenho demonstrado não apenas para Três Lagoas, mas para vários outros municípios a minha capacidade como parlamentar; então, da mesma forma, se for da vontade do povo três-lagoense [que seja prefeito], não é uma ou meia dúzia [de pessoas] que vai impedir que isso aconteça, diz.
Sobre a resistência de certa camada da sociedade à sua origem humilde, ele responde que ser humilde não é sinônimo de burrice, mas de respeito. “Nunca fiz campanha com fortuna e isso me deu mais credibilidade, porque eu nunca fui eleito com dinheiro, o que faz dobrar a nossa responsabilidade”.
Finalizando, enfatiza que “nem Jesus Cristo agradou a humanidade, e que seu compromisso é o de desempenhar um trabalho com honestidade, dignidade e investir o que é de direito do cidadão”