A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 2,016 milhões, soma arrecadada dos bens de sete pessoas envolvidas num esquema fraudulento de compra de ônibus equipados com aparelhos médicos e odontológicos. Entre os implicados no esquema aparece o ex-prefeito de Água Clara Ésio Vicente de Matos, do DEM.
O crime ocorreu em 2004 e a denúncia foi ofertada pelo Ministério Público Federal.
De acordo com a decisão, a Justiça vai confiscar R$ 288 mil de cada um dos sete envolvidos na trama.
Na relação dos punidos, além do ex-prefeito, aparecem o então procurador jurídico da prefeitura de Água Clara Delson Fábio de Souza Bastos, as integrantes da Comissão Permanente de Licitação e Julgamento Maria Amélia da Silva Rodrigues e Geraldina Souza Alves, o consultor Whyldson Luís Correia de Souza Mendes, o empresário Sinomar Martins Camargo e a empresa Delta Veículos Especiais Ltda.
O MPF denunciou o grupo por improbidade administrativa e também criminalmente por desvio de verba pública, crime que prevê pena de dois a 12 anos de
reclusão.
De acordo com a investigação do MPF, “houve uma montagem processual, que foi utilizada para direcionar os certames a fim de que fossem vencidos pela empresa Delta”.
O ex-prefeito de Água Clara, segundo o MPF, agia como a máfia dos sanguessugas, composta por uma organização descoberta em 2006 que desviava dinheiro público e que tinha como fim a compra de ambulâncias.