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Livre das denúncias da operação Lava Jato, Delcídio é cortejado por partidos em MS

Candidato derrotado no segundo turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul, o senador escapou, com isso

Conjuntura Online
24/03/15 às 23h02

Livre das denúncias da operação Lava Jato depois que o  procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento da apuração contra alguns políticos, inclusive a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o  senador Delcídio do Amaral (PT) passou a ser cortejado por outros partidos em Mato Grosso do Sul. 

Janot, que enviou ao Supremo 28 pedidos para investigar 54 pessoas, entendeu que as informações reunidas não são suficientes para que Delcídio seja investigado. 

Candidato derrotado no segundo turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul, o senador escapou, com isso, da abertura de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar seu suposto envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Polícia Federal. 

Para analistas, a decisão, ao menos, contribui de certa forma para livrar o senador petista de eventuais ataques de seus adversários políticos, principalmente em um ano que antecede as eleições municipais de 2016.  Sorte que não teve o deputado federal Vander Loubet (PT), incluído na lista de Janot, embora negue o seu envolvimento com as denúncias sobre recebimento de propina de empregas que prestavam serviço para a Petrobras. 

Fontes palacianas dão conta de que Delcídio está analisando friamente a ideia de mudar de partido. 

A leitura que ele faz é que não há mais clima para continuar no mesmo grupo político do qual fazem parte os deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet.

Particularmente, o presidente regional do PTB, Ivan Louzada, acredita que seria mais fácil Delcídio se filiar ao seu partido do que o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), embora o peemedebista tenha mantido contatos anteriores com a direção da legenda. 

“Não acredito que os Trads venham para o PTB, se vierem estão de portas abertas”, sugeriu Louzada, referindo-se também aos irmãos do ex-prefeito, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) e o ex-deputado federal Fábio Trad (sem partido). 

Louzada disse que nunca houve de sua parte uma conversa oficial na tentativa de atrair Delcídio para o PTB. No entanto, acha a ideia interessante, se levado em consideração o potencial político do senador, no momento em que seu partido se prepara para uma profunda reestruturação visando às eleições municipais do ano que vem. 

Arredio desde que saiu derrotado para o tucano Reinaldo Azambuja (PSDB) na corrida pelo Parque dos Poderes, Delcídio se confinou em Brasília e só reapareceu na Capital  meses depois do pleito. Até o momento, o senador ainda não se manifestou publicamente sobre se tem interesse em deixar PT para disputar a prefeitura de Campo Grande por outra legenda.  

Ao ressurgir do ‘sereno político’, o senador fez críticas veladas a correligionários e a estratégia adotada pelo comando de sua campanha derrotada. 

“Ao longo da minha carreira sempre fiz campanha proativa, e lamentavelmente a campanha do ano passado foi absolutamente fora de qualquer propósito”, lamentou, em entrevista à imprensa da Capital. 

O petista apontou, entre outros aspectos, falta de planejamento das ações e descompasso entre a coordenação de campanha e alianças mal sucedidas. 

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