Os governadores dos seis estados que compõem o Consórcio Brasil Central participaram de reunião na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado para apresentar os objetivos do grupo e falar sobre as alternativas para o Brasil sair da crise. A reunião aconteceu nesta quarta-feira (11) por iniciativa da senadora Simone Tebet (PMDB-MS).
Simone ressaltou a importância da formação do bloco econômico para reivindicar recursos junto à União para desenvolver projetos, como por exemplo, os de infraestrutura logística, além de ajudar a promover o desenvolvimento e a geração de emprego e renda. Os seis estados abrangem 25% do território brasileiro e 20 milhões de brasileiros. O PIB do bloco representa 11,2% da riqueza nacional. “A união de esforços facilita as tratativas com o Governo Federal. Dizer não a um estado é fácil. Difícil é dizer não a seis estados, 18 senadores, 57 deputados federais. Quero ver quem terá coragem de dizer não aos responsáveis por boa parte da produção agropecuária do País”, disse a parlamentar sul-mato-grossense. Simonedefendeu a aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento Regional, que tramita no Senado.
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, destacou a importância do apoio do Senado ao consórcio que reúne os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia e o Distrito Federal.
Azambuja destacou como fundamental criar uma política regional em torno da melhoria da infraestrutura logística. Também defendeu a priorização da questão sanitária. Ele ressaltou a contribuição do agronegócio no fortalecimento da balança comercial e lamentou que a questão sanitária pode ser uma barreira ao ingresso no mercado internacional. Azambuja também manifestou preocupação para que a reforma do ICMS não prejudique os estados.
O presidente do Consórcio Brasil Central, governador Marconi Perillo (GO), disse que entre as prioridades estão os setores da agropecuária, industrialização, educação, empreendedorismo, inovação em ciência e tecnologia e a competitividade regional.
Ousadia
O ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Magabeira Unger, um dos idealizadores e incentivador do movimento Brasil Central, esteve na reunião. Ele disse que a política regional deve ser construída de baixo para cima, das regiões para a União, e não o contrário. Elogiou a iniciativa dos governadores afirmando que eles têm a “ousadia para fazer o diferencial”.
O governador Rodrigo Rollemberg (DF), citou o turismo como uma forma de impulsionar o crescimento da região. Comentou das necessidades de melhorar a infraestrutura logística e rodovias e ferrovias e da capacidade energética. O governador Confúcio Moura (RO) disse que a intenção do movimento é criar um pato do desenvolvimento e do progresso do Brasil. Ele criticou a crise política e disse que o consórcio foi criado por ausência de lideranças para apontar alternativas a fim de impulsionar a economia neste momento difícil. O governador Marcelo Miranda (TO) destacou o potencial da região que é responsável por 26% da produção do Brasil.
Presidente do Senado
Após a reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional, os governadores e parlamentares reuniram-se com Renan Calheiros na Presidência do Senado.
O desembargador Dorival Moreira dos Santos cassou a liminar que libertou o ex-deputado federal Edson Giroto. O despacho aconteceu nesta quarta-feira (11). O cumprimento dessa sentença não necessariamente deve acontecer nesta quarta-feira à noite. O magistrado faz parte da 3ª Câmara Criminal.
O ex-secretário de Obras do Estado havia sido preso na manhã de terça-feira (10) e foi libertado na madrugada desta quarta-feira (11), depois de seu advogado, Valeriano Fontoura, obter alvará. Quem também foi libertado foi Maria Wilma Casanova.
O processo corre em segredo de justiça e a informação foi obtida de acordo com apuração da reportagem. A defesa do ex-deputado não se pronunciou sobre o caso.
Além de Giroto e Maria Wilma, Átila Garcia Gomes Tiago de Souza, Elza Cristina Araújo dos Santos, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira são investigados pelo Ministério Público Estadual sobre desvios em obras da MS-228, em Corumbá.
O prejuízo aos cofres públicos foram de pelo menos R$ 2,9 milhões, conforme divulgou o MPE. A obra estava avaliada em R$ 6,8 milhões e a denúncia foi feita pelo atual secretário de Obras do Estado, Marcelo Miglioli.
Somente Giroto e Maria Wilma tinham sido libertados.
O CASO
Com a rodovia em más condições, a atual gestão da secretaria encaminhou documentos ao MPE (Ministério Público Estadual). A 29ª Promotoria de Justiça, sob comando do promotor Thalys Franklyn de Souza, assumiu o caso que culminou nas nove prisões na manhã desta terça-feira (10).
O ex-secretário de Obras do Estado de Mato Grosso do Sul, Edson Giroto, saiu da cadeia logo depois da meia noite desta quarta-feira (11), por meio de alvará de soltura, expedido pelo Poder Judiciário. Giroto ocupava uma cela do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), desde a manhã de ontem (10), quando havia sido preso em cumprimento de mandado de prisão temporária. Com informações do Correio do Estado