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Petistas apostam no fracasso de ato movimento pelo impeachment de Dilma

Eles atribuem movimento à "grande mídia golpista" e à burguesia com ódio do PT

Hojemais - João Maria Vicente
02/03/15 às 23h56
Rosemilton Soares: “Como fazer o impeachment num governo de apenas dois meses?” (Reprodução)

“Acho que não vai virar nada; não há embasamento suficiente para pedir o impeachment da presidenta Dilma”. Foi o que respondeu a presidente do diretório local do PT, Cristiane Lopes, ao ser questionada sobre a convocação via redes sociais para ato que pedirá o impeachmente da presidente, no próximo dia 15. Outros petistas entrevistados pelo Hojemais também se mostraram tranquilo em relação à ameaça.

 “Acredito que não seja interessante nem para o PMDB e nem para o PSDB, que não irão virar governo”, ponderou Cristiane que, como outros petistas, atribui o movimento a uma grande mobilização da “mídia golpista”. No seu entendimento, o interesse dos que estão por trás do movimento é manter a presidente na crise, mostrando que tudo está ruim, para em 2018 surgirem como salvador da pátria em 2018. “Eles querem apenas manter o país em crise e não tirar ela [a presidente]”, afirma, argumentando que para se afastar um chefe de Estado é necessário haver algo concreto. Ela também afirmou não esperar uma grande adesão ao ato e que a grande repercussão das redes sociais não se repetirá nas ruas. “Eles [os anti-PT] são muito do ‘rá, rá, rá”, alfinetou. “Essa coisa de ir para as ruas é própria do PT; essa elite não tem competência para isso”, completou, dizendo não acreditar em prejuízos para o partido. Por fim, diz que acreditar que será um movimento fracassado.

O ex-presidente do PT, Nivaldo Reis, também não acredita que o movimento prosperará. Segundo ele, aumento de combustível não é fundamento para impeachment e muito menos a corrupção na Petrobras, “principalmente, porque é o PT que está investigando”.

Embora reconheça que o povo tem direito de ir às ruas para protestar, ele argumenta que os envolvidos no movimento estão sendo manipulados pela grande mídia e pela burguesia com ódio do PT.  A preocupação de Nivaldo é que o movimento posse se transformar em uma guerra civil. E ele não poupa crítica aos tucanos, lembrado que no governo PSDB eles queriam vender a Petrobras e só não conseguiram porque o PT foi contra.

Assessor do deputado federal Zeca do PT, Rosemilton Soares também reconhece a legalidade de se fazer manifesto, mas questiona os motivos. “Como fazer o impeachment num governo de apenas dois meses?”, ponderou, lembrando que os quatro anos do primeiro mandato de Dilma foram aprovados pelo povo quando de sua reeleição. “Estão brigando por 30 centavos da gasolina?”, argui, emendando ainda que o protesto de caminhoneiros é patrocinado pelos patrões. Sobre o aumento da conta de luz, argumenta: “não foi o PT que vendeu a elektro e a Enersul; o Governo não é dono da energia, mas a iniciativa privada”. Defende ainda que o principal ponto a ser defendido á democracia, e finaliza dizendo que o povo não deseja apenas o impeachment da presidente, mas também dos senadores, deputados, vereadores, etc....

Embora considere o movimento legítimo, o vereador Idevaldo Claudino diz que não tem o menor embasamento e que esta revolta popular não trará prejuízo para o PT. Ele disse que não há a menor possibilidade de impeachment, sobretudo, porque Dilma tem maioria no Congresso.

“Acho que vão apenas fazer um barulhinho”, provocou a assessora parlamentar Elisângela Ramos. Em nível nacional, nas grandes metrópoles ela disse apostar em grandes movimentos. “Mas a marcha vermelha que será organizada com certeza será maior”.

Depois de opinar que o Brasil passa por um momento ruim, Breno Cesar avalia que em 12 anos de governo, o PT está enfrentando a sua primeira crise. “Então tem credito comigo [o partido] e não abandono o barco”, diz citando que os ratos são os primeiros a abandonar o barco quando ele afunda. “Estou confiante na Dilma e acima de tudo no Brasil”, pondera.

Ele acredita que haverá uma grande mobilização, “não pelo povo e sim pela direita que não engoliu a derrota de um candidato de pouca expressão política, pois basta pegar a avaliação de mandato dele como senador e sua baixa votação em MG, sem falar que nem em seu estado ele conseguiu eleger o Governador”.

Por fim diz, “não venha com discurso de renovação que é tão podre quanto seu medíocre mandato de senador”. Quanto ao movimento em Três Lagoas, disse ser imprevisível. “Não se sabe [se haverá muita adesão], porque uns protestam e depois já não protestam”. 

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“Acho que vão apenas fazer um barulhinho”, provoca Elisângela Ramos (Reprodução)
Breno César: “Estou confiante na Dilma e acima de tudo no Brasil” (Reprodução)
“Eles [os anti-PT] são muito do ‘rá, rá, rá”, alfineta Cristiane Lopes (Reprodução)
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