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Política

'Prisão de Delcídio é mais uma perseguição da direita revoltada com as ações do PT'

É o que afirma a presidente do PT de Três Lagoas, Cristiane Lopes

Hojemais - João Maria Vicente
25/11/15 às 23h06
Cristiane Lopes ao lado do senador petista (Reprodução Facebook)

Na manhã desta terça-feira (25), a Policia Federal prendeu o senador Delcídio do Amaral (PT), mediante a acusação de que ele estaria atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato. A presidente do PT de Três Lagoas, Cristiane Lopes, diz que acredita na inocência do senador, por conviver com ele, e que esta prisão não passa de mais uma tentativa de queimar a imagem do PT, principalmente do ex-presidente Lula, para as eleições de 2018. “O Delcidio vai provar sua inocência, como o Zeca [ex-governador e deputado federal Zeca do PT], também já foi inocentado em várias ocasiões, mas não acredito que vá parar por ai”, lamentou.

Cristiane afirma que esta é apenar mais uma das perseguições da “direita revoltada com as ações do PT”, como o que PT fez pelo Brasil e pelo pobre. “Eles não engolem, não aceitam a vitória da Dilma e derrota do Aécio”, desabafou.

O vereador petista Idevaldo Claudino limitou-se a dizer: “sou favorável ao bem do Brasil, defendo a constituição federal e leis pertinentes em favor da justiça, seja ela em todas as esferas legais”. Outros petistas também foram contatados, sem que houvesse retorno.

A PRISÃO

A prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, ocorreu na manhã de ontem. Segundo investigadores, o senador foi preso por estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato. Também foram realizadas buscas e apreensões no gabinete de Delcídio, no Congresso. As ações desta manhã foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, disse que o senador e o banqueiro estariam trabalhando para prejudicar a investigação da Operação Lava Jato e impedir a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. A promessa era de repassar R$ 4 milhões e ainda articular um plano de fuga.

Além de Delcídio, a PF prendeu também o chefe de gabinete dele e um advogado ligado ao senador.

É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo, já que a Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante. Neste tipo de ação, de obstrução de investigação, a conduta é considerada crime permanente.

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