Em Três Lagoas, no que se refere às Eleições 2016, uma coisa já está mais do que certa: a candidatura do deputado estadual Angelo Guerreiro (PSDB). Por conta disto, as agremiações partidárias e os políticos já se mobilizam há algum tempo no sentido de emplacar o nome que encabeçará a chapa majoritária com o tucano. E nome para tanto é o que não falta.
Como em 2012, quando Guerreiro disputou a prefeitura pela primeira, perdendo para Márcia Moura, a estratégia seria escolher alguém que complete contribua para que Guerreiro tenha penetração em todas as camadas sociais. Ou seja, alguém elite, que faça com que sua candidatura ecoe nas classes A e B. Independentemente disto, políticos fora desta faixa da sociedade também se articulam na esperança de ser o escolhido.
E provável que o nome do seu vice não seja anunciado tão já, mas as movimentações que fervilham pelos quatro cantos da cidade podem ser um indicador sobre quem ele pretende escolher.
Principalmente, pelo fato de muitos dos que são cotados para concorrer ao cargo não serem filiados a nenhuma agremiação, o que terão de fazê-lo até o início de outubro.
O Hojemais, por meio de sua coluna Pimenta, tem se antecipado na repercussão de alguns pretensos candidatos a vice cogitados nos bastidores da política, mas o escolhido ainda pode estar na obscuridade e nem ter sido citado. É o caso dos empresários Ângelo Possari e Admir Célis Gonçalves. O primeiro é diretor do Grupo São Luiz, enquanto que o outro proprietário da Metalúrgica Triaço e de uma casa de materiais de construção homônima. Ambos são empresários tradicionais da cidade, muito conhecidos em todas as camadas da sociedade, porém sempre evitaram se envolver com política partidária.
Seguindo a linha de empresários sem ligação com a política, também já estiveram contados ao cargo Rogerson Rímoli - que é também advogado -, filho do tradicional empresário José Paulo Rímoli, e Joaquim Barbosa Romero, proprietário de uma rede de supermercados da cidade.
A lista de possíveis vices médicos inclui urologistas Ary Arão e Antônio João Campos de Carvalho, que organizam o Solidariedade no Município, uma espécie de filial do PSDB de Guerreiro. O primeiro nunca foi experimentado na política, enquanto que Antônio João já foi prefeito – o primeiro pós-ditatura – e vereador.
E a relação dos possíveis vices parece interminável. Entre os detentores de mandato, figuram os nomes do vereador Jorge Martinho (PSD), que desde as eleições de 2012 é um com Guerreiro e tem recorrido a ele quando se trata de reivindicações ao governo para o município. Gil do Jupiá (PSB) também é lembrado para o cargo e parece apreciar a ideia. O democrata Marcus Bazé também já foi cogitado para sair com Guerreiro e até mesmo a vereadora peemedebista Vera Helena, que está afinadíssima com o caubói e com o governador tucano Reinaldo Azambuja. Nesse caso, ela teria que sair do partido, já que Guerreiro descartou qualquer possibilidade de coligação com o PMDB e PT.
Por falar em PT, não estaria descartada a possibilidade de se repetir a dobradinha de 201: Guerreiro e João Juveniz, o Joãozinho do Tecidos Três Lagoas, que já teria deixado as hostes petistas.
Entre outros nomes está o do fiscal de renda Fabrício Venturoli, presidente do Pros, que, embora tenha divulgado que é pré-candidato a prefeito, na verdade, estaria se articulando também para ser o vice ao lado do candidato do PSDB e o promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira.