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Recém-formado, Rede Sustentabilidade não aceita qualquer um em suas fileiras

Para os filiados, há a exigência de "uma conduta profissional, pessoal e social de acordo e compatível com os objetivos e princípios éticos da Rede.

Hojemais - João Maria Vicente
13/10/15 às 21h24
Bacurau, porta-voz do Rede no município (Reprodução Facebook)

O recém formado partido político Rede Sustentabilidade começa a se organizar com vistas às Eleições 2016. No Congresso a Rede conta com um senador e cinco deputados federais, igualando-se ao PSOL, e em Mato Grosso do Sul também seguem a todo vapor, conforme informou Edivaldo Cavalcante, o Bacurau, porta voz da rede em Três Lagoas e intermediador na região do Bolsão.

De acordo com ele, muitas pessoas estão alinhadas com o propósito da Rede e que na região existem muitos vereadores com intenção de migrar para o do novo partido. Já em Três Lagoas, segundo ele, são inúmeras as pessoas que tem procurado o partido para se filiar.

“O interesse de alguns mandatários de filiarem-se a Rede tem sido considerável, mas a intenção da Rede não é quantidade mais sim qualidade”, alerta, informando que “quem não estiver enquadrado no que rege o estatuto e o manifesto, não poderá adentrar às fileiras do partido”.

Ainda segundo Bacurau, a Rede prega a horizontalização da política. “Chega de verticalização, afinal, precisamos alinhar o discurso à prática e a Rede traz no seu estatuto as mudanças que a lei não conseguiu fazer”, frisa.

RIGOR

Conforme explicou Bacurau, o estatuto do partido impõe regras rígidas, como a vedação de candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Para os filiados, há a exigência de "uma conduta profissional, pessoal e social de acordo e compatível com os objetivos e princípios éticos da Rede.

Um dos exemplos do rigor do partido é o ex-deputado Walter Brito Neto que tentou filiação, mas teve seu registro negado pela executiva do partido que alegou a defesa de Neto ao Estatuto da Família, que prevê a definição de família como sendo unicamente a união entre homem e mulher. Walter contava com o apoio de Marina para ser candidato a prefeito de Campina em 2016.

Outro fator que o comando da Rede alegou para negar filiação a Walter foi que quando estava no Congresso Nacional, apresentou um projeto de lei para impedir casais homossexuais que adotem crianças.

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