Embora admita que há muitas especulações nos bastidores dizendo o contrário, o deputado estadual Ângelo Guerreiro (PSDB) afirmou no sábado, em entrevista ao programa Sem Limites na Cidade, apresentado pelo radialista Cláudio César pela Cidade FM, que sai candidato, sim. “Só se Deus não quiser para eu não ser candidato”, reiterou, admitindo ter uma missão espinhosa pela frente. Segundo o parlamentar, muitos – principalmente de outros municípios – pedem para que ele fique onde está (na Assembleia Legislativa), mas quem responde ter um compromisso com Três Lagoas.
Na opinião de Guerreiro, assim como em 2012 não foi o único candidato a concorrer com a atual prefeita Márcia Moura (PMDB), o ideal que tenha outros candidatos para concorrer com ele também em 2016. “Duas ou três opções, não importa”, ponderou, reconhecendo que muitos querem o Guerreiro e outros não. “Já pensou se todos fossem corintianos e não tivessem palmeirenses, santistas ou são-paulinos?”, questiona.
“Antes diziam que o Guerreiro não podia ser candidato porque não tinha apoio político, agora temos apoio do governador do Estado”, disse, referindo-se a Reinaldo Azambuja, observando que ele está ajudando a atual administração, que é do PMDB. “Se ele [o governador] está contribuindo independentemente de sigla partidária, imagine eu, que sou de Três Lagoas, diz, enfatizando que, embora tenha disputado com Márcia em 2012, vai ajudá-la até o fim de seu mandato, “pois estou trazendo recursos é para Três Lagoas”, ajuíza.
ALIANÇAS DESCARTADAS
Sobre possível coligação com o PT ou PMDB – partidos onde afirma ter vários amigos -, o deputado avalia que o eleitor não irá entender uma aliança sua com essas duas siglas. Relata que o PT é uma sigla desgastada, mas que rende homenagem a quem do partido o apoiou nas eleições de 2012 e que aceitaria fazer um arco de aliança com estes “Cada momento é um momento e o projeto [político] não é meu, é de três lagoas”, afirma.
O deputado diz ainda que a população está cansada e a política desgastada, mas que ainda tem pessoas boas dentro dos partidos. Sobre a tão propalada crise, afirma que não é a primeira e nem será a última, tanto política como financeira, “mas temos que lutar contra esta crise, temos que aplicar o medicamento correto e resolver o problema”.